
sábado, 31 de março de 2012
MAGNUM D'LAMARK - 11:39
- Amigos
Para:
mago**FADA DO AMOR**rodrigo de matosALEXANDRINA
LEO,+102
Os Animais
podem ver Espíritos?Seu gato às vezes fica seguindo o nada ou observando
as paredes da casa sem motivo algum? E seu cachorro late para um corredor
vazio?Embora a estrutura mental dos animais seja bem mais elementar que
a do homem, testes científicos realizados em laboratórios de parapsicologia
mostraram que os animais também podem possuir habilidades paranormais. Losang
Rampa, sábio... oriental, autor do famoso livro "A Terceira Visão" entre outros
livros, acreditava muito nisso, principalmente na paranormalidade dos GATOS. A
Esposa de Losang Rampa, senhora Mama San Ra-Ad, se tornou especialista neste
assunto. Escrevendo três livros; Gatos e Homens, Dama do Outono, A Mente Felina,
todos da editora Record. No famoso filme “Ghost” foi citado a percepção
extra-sensorial dos gatos na cena em que o espírito do personagem principal
incapacitado de se comunicar com o mundo, utiliza um felino para chamar atenção
dos vivos. Os cães também podem ver espíritos assim como os cavalos e outros
animais.Os egípcios antigos acreditavam que os felinos não só poderiam
ver espíritos e deuses, mais poderiam também viajar pelo mundo dos mortos. Por
isso quando um faraó, nobre ou sacerdote falecia, um gato era sacrificado e
enterrado junto ao seu morto. Supostamente, o gato acharia com mais rapidez o
caminho correto para o outro lado, bastava a alma do morto segui-lo. As(os)
bruxas(os) utilizam eles como detectores da presença de espíritos. Quando um
gato fica estranho e assustado sem motivo aparente, ou fica observando as
paredes e você olha para a mesma direção e nada consegue ver, isto pode
significa que há uma presença espiritual naquele local. Se fosse um cão,
estariam latindo. Os cães sentem os espíritos, mas dificilmente conseguem
vê-los.Alguns animais possuem uma faculdade paranormal conhecida como
Hiperestesia Indireta, isto quer dizer que eles podem receber mensagens
telepáticas principalmente de seus donos. Este ato de conversar com animais
chama-se "Ppsicoveterinaria" (entre outros nomes) Segundo Núbia Maciel França,
autora do livro Relaxe e Viva Feliz. A conversa psíquica com o animais pode ser
desenvolvida com treinos,através da projeciologia, mentalização ou até mesmo de
conversas em estado Alfa.
MAGNUM D'LAMARK(CLÃ DAS FEITICEIRAS DO AR).
MAGNUM D'LAMARK - 11:39
- Amigos
Para:
mago**FADA DO AMOR**rodrigo de matosALEXANDRINA
LEO,+102
Os Animais
podem ver Espíritos?Seu gato às vezes fica seguindo o nada ou observando
as paredes da casa sem motivo algum? E seu cachorro late para um corredor
vazio?Embora a estrutura mental dos animais seja bem mais elementar que
a do homem, testes científicos realizados em laboratórios de parapsicologia
mostraram que os animais também podem possuir habilidades paranormais. Losang
Rampa, sábio... oriental, autor do famoso livro "A Terceira Visão" entre outros
livros, acreditava muito nisso, principalmente na paranormalidade dos GATOS. A
Esposa de Losang Rampa, senhora Mama San Ra-Ad, se tornou especialista neste
assunto. Escrevendo três livros; Gatos e Homens, Dama do Outono, A Mente Felina,
todos da editora Record. No famoso filme “Ghost” foi citado a percepção
extra-sensorial dos gatos na cena em que o espírito do personagem principal
incapacitado de se comunicar com o mundo, utiliza um felino para chamar atenção
dos vivos. Os cães também podem ver espíritos assim como os cavalos e outros
animais.Os egípcios antigos acreditavam que os felinos não só poderiam
ver espíritos e deuses, mais poderiam também viajar pelo mundo dos mortos. Por
isso quando um faraó, nobre ou sacerdote falecia, um gato era sacrificado e
enterrado junto ao seu morto. Supostamente, o gato acharia com mais rapidez o
caminho correto para o outro lado, bastava a alma do morto segui-lo. As(os)
bruxas(os) utilizam eles como detectores da presença de espíritos. Quando um
gato fica estranho e assustado sem motivo aparente, ou fica observando as
paredes e você olha para a mesma direção e nada consegue ver, isto pode
significa que há uma presença espiritual naquele local. Se fosse um cão,
estariam latindo. Os cães sentem os espíritos, mas dificilmente conseguem
vê-los.Alguns animais possuem uma faculdade paranormal conhecida como
Hiperestesia Indireta, isto quer dizer que eles podem receber mensagens
telepáticas principalmente de seus donos. Este ato de conversar com animais
chama-se "Ppsicoveterinaria" (entre outros nomes) Segundo Núbia Maciel França,
autora do livro Relaxe e Viva Feliz. A conversa psíquica com o animais pode ser
desenvolvida com treinos,através da projeciologia, mentalização ou até mesmo de
conversas em estado Alfa.
MAGNUM D'LAMARK(CLÃ DAS FEITICEIRAS DO AR).
segunda-feira, 19 de março de 2012
É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, Um outro amor, uma nova força. Para todo fim um Recomeço!
domingo, 18 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
AUTOACEITAÇÃO: SER OU NÃO SER
Certas tradições espirituais falam que a origem do sofrimento está no desejar. A origem do sofrimento está na falta de auto-aceitação. Quando uma pessoa não se aceita como ela é, procura aceitação no mundo externo e imediatamente tenta ser alguém que não é, tenta parecer-se com determinados modelos, tenta construir uma imagem externa diferente do que ela é interiormente.
Quanto mais nos distanciamos do que somos para tentar ser o que não somos, para tentar ser o que queremos ser ou o que achamos que os outros querem que sejamos, maior é o sofrimento. De fato pretendemos o impossível, um pé de maçãs nunca poderá ser um pé de peras. Não podemos deixar de ser o que somos. O sofrimento vem não tanto de não conseguir ser o que não somos, mas de tentar deixar de ser o que somos.
Neste esforço vai embora nossa vitalidade, a vida perde a graça e o significado e um dia não conseguimos mais nos levantar da cama. O médico diagnostica depressão.
O que dá significado à vida é fazer o que vem de dentro. Se os desejos vêm de dentro não nos levam ao sofrimento, mas à gratificação e à realização pessoal profunda. Não existe nenhum sofrimento vinculado com o desejar desenvolver nossos potenciais e talentos, no entanto sofremos quando queremos fazer ou ser algo que nada tem a ver conosco. Quando a criança deseja brincar e se nada a impede, não sofre, transforma seu desejo em ação e desfruta.
A historia da aceitação versus não aceitação é antiga. Começa na infância quando a criança precisa de atenção e aceitação como base de sua sobrevivência física e psicológica. Inicialmente ela é espontânea, mas logo percebe que determinadas iniciativas, atitudes e expressões são melhores recebidas e estimuladas enquanto outras podem chegar a ser explicitamente reprimidas, proibidas ou castigadas. Se o grau de aceitação é elevado à criança conservará sua espontaneidade, se aceitará tal como ela é, irá construindo uma personalidade firme e sensível enraizada na sua natureza profunda e considerará a família e por extensão a sociedade e o mundo como algo seguro, amoroso e receptivo para sua auto-expressão. Quando o grau de aceitação é menor começará a desenvolver as atitudes que são aceitas e a inibir as que não o são. Começará a fingir, tratará de ser alguém que no fundo ela não é, não se aceitará, se negará a si mesma e se esforçará para agir com condutas que lhe proporcionem aceitação.
Infelizmente na família, na escola e diante da TV, aprendemos muitos padrões, aprendemos a imitar, a nos comparar com os outros, mas não aprendemos a ser nos mesmos.
Crescemos nos distanciando de nossa natureza profunda, assumindo funções como o de bom filho, boa esposa, mãe ou profissional. Falam para nos que temos que nos esforçar para ser alguém. Qual é o esforço que deve fazer o pé de maçãs para ser um pé de maçãs e dar maçãs? Ser o que realmente somos não exige nenhum esforço. Fazer de nosso fazer a expressão de nosso ser não pede desenvolver a força de vontade. Precisamos força de vontade unicamente quando tentamos ser o que não somos ou nos exigimos fazer aquilo que nada tem a ver com nossa natureza interior. Podemos tentar de mil maneiras sermos algo diferente do que somos, mas nunca o vamos conseguir, por isso a escolha não é ser isso ou aquilo, a escolha é ser ou não ser. Ou somos o que realmente somos ou nada somos.
A procura da aceitação não acaba na infância, a vida se resume no fundo à procura compulsiva e dolorosa da aceitação que só acaba quando a pessoa realmente aceita a si mesma e se permite ser quem ela é, quem sempre foi e sempre será ou quando desiste de buscar aceitação e decide buscar atenção negativa indo contra da sociedade.
Aceitar-se, significa simplesmente ser o que somos expressar o que somos e para isso, nesta sociedade onde somos bombardeados continuamente pelos “seja assim ou assado, seja isso ou aquilo”, a única exigência é estar atentos.
Atentos a que?
Atentos ao que sai de dentro. Atentos para sentir, acolher, respeitar, atender e integrar os desejos, anelos e impulsos que não são outra coisa mais que a expressão de nossa natureza profunda, de nossa essência, de nossa divindade interna.
E também atentos ao que vem de fora, às circunstancias. O problema não está nas circunstancias, mas em como as encaramos. A mesma circunstancia é geralmente vivida de maneira diferente por pessoas diferentes e isso também depende da auto-aceitação.
Em primeiro lugar é importante entender que as circunstancias que chegam não são aleatórias, mas as atraímos. O processo de crescimento do ser humano consiste em passar para a consciência tudo o que está no inconsciente, sejam impulsos instintivos, emoções, talentos ou potenciais. O inconsciente tem um movimento próprio de levar à consciência seus conteúdos. Quando o individuo se aceita, valoriza o que vem de dentro e o vai integrando paulatinamente a seu insconsciente. Quando não se aceita priorizando as crenças, princípios e normas que ele não inventou à sua própria experiência interna, então reprime, camufla ou sublima estes impulsos internos que se acumulam e por tanto se fortalecem em seu interior. É muito interessante o caso da sublimação onde se desenvolve a espiritualidade, falsa claro, que sendo a compensação de um instinto mal vivido quando não totalmente reprimido se transforma, como diz Enrique Esquenazi, na “bebedeira do ego”.
Neste momento, impedido o caminho direto de levar à consciência os conteúdos do inconsciente, este busca o caminho indireto, isto é, atrai circunstancias que obrigam ao consciente a aceitar, integrar e desenvolver estes conteúdos. Não atraímos o que queremos, mas o que precisamos para crescer.
Por exemplo: Uma pessoa que obedecendo a suas crenças, geralmente interiorizadas na infância, não expressa sua raiva, estará atraindo circunstâncias que provocam cada vez mais raiva até que seja impossível não expressá-la. Uma pessoa que não desenvolve seus talentos e insiste em trabalhar em atividades que nada tem a ver com ela, atrairá um chefe mais exigente, uma ampliação de horas de expediente sem remuneração ou até ser demitido o que pode obrigá-la a desenvolver suas capacidades. Finalmente a melhor maneira de desenvolver uma capacidade é precisar fazê-lo, especialmente se disso depende a sobrevivência.
Quem não se aceita a si mesmo, procurará aceitação lá fora e considerará negativa, rejeitará e sofrerá com as circunstancias que ele interpreta como de não-aceitação e tentará se rodear e se apegará às circunstancias que interpreta como de aceitação. Seu sofrimento virá do medo a perdê-las. Qualquer circunstancia suscitará uma descarga emocional de apego ou rejeição que o dificultará perceber o que esta circunstancia quer mostrar-lhe.
Quem se aceita o suficiente não ficará preso no “porque acontece isto comigo, coitado de mim”? E será capaz de perguntar-se “para que me acontece isto”? Poderá ser o suficiente para estar atento às circunstancias e aproveitar-las para viver, compreender e resolver os conteúdos que aparecem, e assim crescer. Até que não os compreenda e resolva eles se repetem por mais que queiramos outra coisa.
Nosso crescimento se dá em primeiro lugar superando nossas dificuldades, resolvendo nossos bloqueios e em segundo lugar desenvolvendo nossas capacidades. Por exemplo, um indivíduo com sensibilidade musical, enquanto não resolver sua timidez para apresentar-se frente ao público dificilmente vai realizar-se profissionalmente nessa área. Por isso se queremos realizar-nos, se queremos sair do sofrimento, se queremos ser felizes, não precisamos sair à procura de escolas de conhecimento, gurus ou doutrinas salvadoras, formulas ou soluções mágicas. O que precisamos aprender não é preciso procurar, vem sozinho, é invocado permanentemente pelo inconsciente.
Pensamos: serei feliz quando tiver um bom emprego, quando editar meu livro, quando encontrar uma pessoa com quem compartilhar a minha vida. Pura mentira. O que pode nos transformar não é o que imaginamos que vai nos transformar. O que vai nos transformar é responder com autenticidade e honestidade a si mesmo, às circunstancias que permanentemente atraímos, prestando especial atenção a aquelas que se repetem incessantemente. No momento que respondemos assim às circunstancias, nos transformamos, já não precisamos mais delas para crescer e deixam de se repetir.
Num mundo onde se trabalha mais da metade do tempo em que permanecemos acordados nossa qualidade de vida e felicidade vai depender muitíssimo de que o tempo dedicado a trabalhar nos dê ou não gratificação. E isso também depende da auto-aceitação.
Quem não se aceita, buscando a aceitação dos outros, vai se identificando com funções e papéis, aceitando se envolver em qualquer atividade que aparentemente lhe dê o reconhecimento e o dinheiro que precisa. Claro que se envolver tanto tempo por dia numa atividade que pouco ou nada tem a ver consigo mesmo, implica numa falta de significado que produz insatisfação a curto prazo, irritação a médio e uma profunda depressão a longo prazo.
Quem se aceita vai deixar que sua voz interna o guie através de seus desejos, anelos e impulsos, de maneira que faça o que fizer sempre terá gratificação e significado, pois suas atividades estão enraizadas na sua essência e ainda teremos dois efeitos colaterais. O primeiro é o prazer, de modo que o dinheiro que ganha não o gastará comprando compensações e o segundo são os resultados. Quando fazemos algo que nos dá prazer o fazemos melhor, simplesmente porque não só temos potenciais para fazê-lo, mas que absorvidos na ação não temos presa para obter resultados.
Outra fonte de grandes desgostos e prazeres são os relacionamentos. Quem se aceita a si mesmo, funciona de uma maneira autêntica nos relacionamentos, não precisa manter nenhuma imagem nem agradar ou controlar o parceiro.
Aceitando-nos e ficando a vontade consigo mesmo, poderemos ver e aceitar o outro e estar à vontade com o parceiro. De fato só se formos capazes de estar bem com nós mesmos e sentirmos bem quando estamos sós, poderemos estar a vontade e sentirmos bem com os outros. Se ainda, pelo fato de nos aceitarmos optamos por atividades onde nossos talentos se manifestam e sentimos prazer não buscaremos nos relacionamentos a maneira de preencher um vazio de prazer e de significado. Relacionar-nos-emos não por necessidade, mas para compartilhar nossa abundância interior e todos os relacionamentos onde nos envolvamos serão gratificantes porque no momento que deixem de ser-lo simplesmente se acabam, sem rancores nem lágrimas. O relacionamento se sustenta pela qualidade do momento e não pela necessidade do outro, pelas promessas, documentos, filhos ou intenções.
Se eu não me aceitar minha necessidade de aceitação se viverá de uma maneira especialmente dramática nos relacionamentos. Ficarei o tempo todo perguntando a meu parceiro “o que eu tenho que fazer para ser amado? Como você quer que eu seja e me comporte para que me aceites?” Assim não só minha auto-estima (pouca) estará nas mãos do outro, mas ficarei fingindo o tempo todo, aumentando assim o nível de sofrimento e falta de significado. Se ainda, como vimos antes, meu trabalho não me proporciona prazer, vou encarar o relacionamento como a única fonte de prazer de minha vida, exigindo do parceiro que me preencha de algo que só eu posso preencher. O pressionarei, cobrarei tudo o que eu faço por ele, ou tentarei controlar e manipular. Ficarei atrelado nas migalhas de atenção que possa conseguir, sem perceber que sou o dono da padaria, e meus relacionamentos parecerão mais uma briga de vampiros que qualquer outra coisa.
Em definitiva o fato de se aceitar a si mesmo permite desenvolver as capacidades internas assim como apreender e crescer com as circunstancias. Não se trata de ser melhor ou pior segundo convenções criadas para, em última instancia, manipular, controlar e explorar os povos, mas ser integralmente o que somos. A não aceitação é a origem de um círculo vicioso que leva ao sofrimento, a frustração quando não ao crime ou à loucura.
Não é necessário nenhum esforço para ser o que somos, para sair do sofrimento, para sermos felizes, basta estar atentos. Só podemos estar atentos si estamos no aqui e no agora. A vida só transcorre no aqui e no agora, a transformação só pode acontecer aqui e agora. A maneira mais simples para sair da compulsão mental de estar no futuro ou no passado é observar a respiração que só acontece e só pode acontecer aqui e agora.
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Certas tradições espirituais falam que a origem do sofrimento está no desejar. A origem do sofrimento está na falta de auto-aceitação. Quando uma pessoa não se aceita como ela é, procura aceitação no mundo externo e imediatamente tenta ser alguém que não é, tenta parecer-se com determinados modelos, tenta construir uma imagem externa diferente do que ela é interiormente.
Quanto mais nos distanciamos do que somos para tentar ser o que não somos, para tentar ser o que queremos ser ou o que achamos que os outros querem que sejamos, maior é o sofrimento. De fato pretendemos o impossível, um pé de maçãs nunca poderá ser um pé de peras. Não podemos deixar de ser o que somos. O sofrimento vem não tanto de não conseguir ser o que não somos, mas de tentar deixar de ser o que somos.
Neste esforço vai embora nossa vitalidade, a vida perde a graça e o significado e um dia não conseguimos mais nos levantar da cama. O médico diagnostica depressão.
O que dá significado à vida é fazer o que vem de dentro. Se os desejos vêm de dentro não nos levam ao sofrimento, mas à gratificação e à realização pessoal profunda. Não existe nenhum sofrimento vinculado com o desejar desenvolver nossos potenciais e talentos, no entanto sofremos quando queremos fazer ou ser algo que nada tem a ver conosco. Quando a criança deseja brincar e se nada a impede, não sofre, transforma seu desejo em ação e desfruta.
A historia da aceitação versus não aceitação é antiga. Começa na infância quando a criança precisa de atenção e aceitação como base de sua sobrevivência física e psicológica. Inicialmente ela é espontânea, mas logo percebe que determinadas iniciativas, atitudes e expressões são melhores recebidas e estimuladas enquanto outras podem chegar a ser explicitamente reprimidas, proibidas ou castigadas. Se o grau de aceitação é elevado à criança conservará sua espontaneidade, se aceitará tal como ela é, irá construindo uma personalidade firme e sensível enraizada na sua natureza profunda e considerará a família e por extensão a sociedade e o mundo como algo seguro, amoroso e receptivo para sua auto-expressão. Quando o grau de aceitação é menor começará a desenvolver as atitudes que são aceitas e a inibir as que não o são. Começará a fingir, tratará de ser alguém que no fundo ela não é, não se aceitará, se negará a si mesma e se esforçará para agir com condutas que lhe proporcionem aceitação.
Infelizmente na família, na escola e diante da TV, aprendemos muitos padrões, aprendemos a imitar, a nos comparar com os outros, mas não aprendemos a ser nos mesmos.
Crescemos nos distanciando de nossa natureza profunda, assumindo funções como o de bom filho, boa esposa, mãe ou profissional. Falam para nos que temos que nos esforçar para ser alguém. Qual é o esforço que deve fazer o pé de maçãs para ser um pé de maçãs e dar maçãs? Ser o que realmente somos não exige nenhum esforço. Fazer de nosso fazer a expressão de nosso ser não pede desenvolver a força de vontade. Precisamos força de vontade unicamente quando tentamos ser o que não somos ou nos exigimos fazer aquilo que nada tem a ver com nossa natureza interior. Podemos tentar de mil maneiras sermos algo diferente do que somos, mas nunca o vamos conseguir, por isso a escolha não é ser isso ou aquilo, a escolha é ser ou não ser. Ou somos o que realmente somos ou nada somos.
A procura da aceitação não acaba na infância, a vida se resume no fundo à procura compulsiva e dolorosa da aceitação que só acaba quando a pessoa realmente aceita a si mesma e se permite ser quem ela é, quem sempre foi e sempre será ou quando desiste de buscar aceitação e decide buscar atenção negativa indo contra da sociedade.
Aceitar-se, significa simplesmente ser o que somos expressar o que somos e para isso, nesta sociedade onde somos bombardeados continuamente pelos “seja assim ou assado, seja isso ou aquilo”, a única exigência é estar atentos.
Atentos a que?
Atentos ao que sai de dentro. Atentos para sentir, acolher, respeitar, atender e integrar os desejos, anelos e impulsos que não são outra coisa mais que a expressão de nossa natureza profunda, de nossa essência, de nossa divindade interna.
E também atentos ao que vem de fora, às circunstancias. O problema não está nas circunstancias, mas em como as encaramos. A mesma circunstancia é geralmente vivida de maneira diferente por pessoas diferentes e isso também depende da auto-aceitação.
Em primeiro lugar é importante entender que as circunstancias que chegam não são aleatórias, mas as atraímos. O processo de crescimento do ser humano consiste em passar para a consciência tudo o que está no inconsciente, sejam impulsos instintivos, emoções, talentos ou potenciais. O inconsciente tem um movimento próprio de levar à consciência seus conteúdos. Quando o individuo se aceita, valoriza o que vem de dentro e o vai integrando paulatinamente a seu insconsciente. Quando não se aceita priorizando as crenças, princípios e normas que ele não inventou à sua própria experiência interna, então reprime, camufla ou sublima estes impulsos internos que se acumulam e por tanto se fortalecem em seu interior. É muito interessante o caso da sublimação onde se desenvolve a espiritualidade, falsa claro, que sendo a compensação de um instinto mal vivido quando não totalmente reprimido se transforma, como diz Enrique Esquenazi, na “bebedeira do ego”.
Neste momento, impedido o caminho direto de levar à consciência os conteúdos do inconsciente, este busca o caminho indireto, isto é, atrai circunstancias que obrigam ao consciente a aceitar, integrar e desenvolver estes conteúdos. Não atraímos o que queremos, mas o que precisamos para crescer.
Por exemplo: Uma pessoa que obedecendo a suas crenças, geralmente interiorizadas na infância, não expressa sua raiva, estará atraindo circunstâncias que provocam cada vez mais raiva até que seja impossível não expressá-la. Uma pessoa que não desenvolve seus talentos e insiste em trabalhar em atividades que nada tem a ver com ela, atrairá um chefe mais exigente, uma ampliação de horas de expediente sem remuneração ou até ser demitido o que pode obrigá-la a desenvolver suas capacidades. Finalmente a melhor maneira de desenvolver uma capacidade é precisar fazê-lo, especialmente se disso depende a sobrevivência.
Quem não se aceita a si mesmo, procurará aceitação lá fora e considerará negativa, rejeitará e sofrerá com as circunstancias que ele interpreta como de não-aceitação e tentará se rodear e se apegará às circunstancias que interpreta como de aceitação. Seu sofrimento virá do medo a perdê-las. Qualquer circunstancia suscitará uma descarga emocional de apego ou rejeição que o dificultará perceber o que esta circunstancia quer mostrar-lhe.
Quem se aceita o suficiente não ficará preso no “porque acontece isto comigo, coitado de mim”? E será capaz de perguntar-se “para que me acontece isto”? Poderá ser o suficiente para estar atento às circunstancias e aproveitar-las para viver, compreender e resolver os conteúdos que aparecem, e assim crescer. Até que não os compreenda e resolva eles se repetem por mais que queiramos outra coisa.
Nosso crescimento se dá em primeiro lugar superando nossas dificuldades, resolvendo nossos bloqueios e em segundo lugar desenvolvendo nossas capacidades. Por exemplo, um indivíduo com sensibilidade musical, enquanto não resolver sua timidez para apresentar-se frente ao público dificilmente vai realizar-se profissionalmente nessa área. Por isso se queremos realizar-nos, se queremos sair do sofrimento, se queremos ser felizes, não precisamos sair à procura de escolas de conhecimento, gurus ou doutrinas salvadoras, formulas ou soluções mágicas. O que precisamos aprender não é preciso procurar, vem sozinho, é invocado permanentemente pelo inconsciente.
Pensamos: serei feliz quando tiver um bom emprego, quando editar meu livro, quando encontrar uma pessoa com quem compartilhar a minha vida. Pura mentira. O que pode nos transformar não é o que imaginamos que vai nos transformar. O que vai nos transformar é responder com autenticidade e honestidade a si mesmo, às circunstancias que permanentemente atraímos, prestando especial atenção a aquelas que se repetem incessantemente. No momento que respondemos assim às circunstancias, nos transformamos, já não precisamos mais delas para crescer e deixam de se repetir.
Num mundo onde se trabalha mais da metade do tempo em que permanecemos acordados nossa qualidade de vida e felicidade vai depender muitíssimo de que o tempo dedicado a trabalhar nos dê ou não gratificação. E isso também depende da auto-aceitação.
Quem não se aceita, buscando a aceitação dos outros, vai se identificando com funções e papéis, aceitando se envolver em qualquer atividade que aparentemente lhe dê o reconhecimento e o dinheiro que precisa. Claro que se envolver tanto tempo por dia numa atividade que pouco ou nada tem a ver consigo mesmo, implica numa falta de significado que produz insatisfação a curto prazo, irritação a médio e uma profunda depressão a longo prazo.
Quem se aceita vai deixar que sua voz interna o guie através de seus desejos, anelos e impulsos, de maneira que faça o que fizer sempre terá gratificação e significado, pois suas atividades estão enraizadas na sua essência e ainda teremos dois efeitos colaterais. O primeiro é o prazer, de modo que o dinheiro que ganha não o gastará comprando compensações e o segundo são os resultados. Quando fazemos algo que nos dá prazer o fazemos melhor, simplesmente porque não só temos potenciais para fazê-lo, mas que absorvidos na ação não temos presa para obter resultados.
Outra fonte de grandes desgostos e prazeres são os relacionamentos. Quem se aceita a si mesmo, funciona de uma maneira autêntica nos relacionamentos, não precisa manter nenhuma imagem nem agradar ou controlar o parceiro.
Aceitando-nos e ficando a vontade consigo mesmo, poderemos ver e aceitar o outro e estar à vontade com o parceiro. De fato só se formos capazes de estar bem com nós mesmos e sentirmos bem quando estamos sós, poderemos estar a vontade e sentirmos bem com os outros. Se ainda, pelo fato de nos aceitarmos optamos por atividades onde nossos talentos se manifestam e sentimos prazer não buscaremos nos relacionamentos a maneira de preencher um vazio de prazer e de significado. Relacionar-nos-emos não por necessidade, mas para compartilhar nossa abundância interior e todos os relacionamentos onde nos envolvamos serão gratificantes porque no momento que deixem de ser-lo simplesmente se acabam, sem rancores nem lágrimas. O relacionamento se sustenta pela qualidade do momento e não pela necessidade do outro, pelas promessas, documentos, filhos ou intenções.
Se eu não me aceitar minha necessidade de aceitação se viverá de uma maneira especialmente dramática nos relacionamentos. Ficarei o tempo todo perguntando a meu parceiro “o que eu tenho que fazer para ser amado? Como você quer que eu seja e me comporte para que me aceites?” Assim não só minha auto-estima (pouca) estará nas mãos do outro, mas ficarei fingindo o tempo todo, aumentando assim o nível de sofrimento e falta de significado. Se ainda, como vimos antes, meu trabalho não me proporciona prazer, vou encarar o relacionamento como a única fonte de prazer de minha vida, exigindo do parceiro que me preencha de algo que só eu posso preencher. O pressionarei, cobrarei tudo o que eu faço por ele, ou tentarei controlar e manipular. Ficarei atrelado nas migalhas de atenção que possa conseguir, sem perceber que sou o dono da padaria, e meus relacionamentos parecerão mais uma briga de vampiros que qualquer outra coisa.
Em definitiva o fato de se aceitar a si mesmo permite desenvolver as capacidades internas assim como apreender e crescer com as circunstancias. Não se trata de ser melhor ou pior segundo convenções criadas para, em última instancia, manipular, controlar e explorar os povos, mas ser integralmente o que somos. A não aceitação é a origem de um círculo vicioso que leva ao sofrimento, a frustração quando não ao crime ou à loucura.
Não é necessário nenhum esforço para ser o que somos, para sair do sofrimento, para sermos felizes, basta estar atentos. Só podemos estar atentos si estamos no aqui e no agora. A vida só transcorre no aqui e no agora, a transformação só pode acontecer aqui e agora. A maneira mais simples para sair da compulsão mental de estar no futuro ou no passado é observar a respiração que só acontece e só pode acontecer aqui e agora.
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Anjo Metatron - um guardião do Tarô
"Segundo a lenda, o criador do tarô foi o anjo Metatron, guardião da porta do SOL Atom, Rá dos Magos Egípcios, senhor do conhecimento do átomo. Reencarnou na terra como o profeta Enoch, de quem nos fala a Bíblia.
Muitos são os mistérios associados à roda de Enoch, também conhecida como roda das emanações, da vida, do karma e do dharma, ou roda Sansarra ou sarasrara dos mestres do Tibet e oriente. Metatron, ou Enoch, nos deixou o conhecimento destes 22 arcanos. A Kabala do alfabeto hebraico se divide em 22 estrofes do salmo 119 do Rei Davi na Bíblia, 22 letras que correspondem aos 22 arcanos maiores do tarô egípcio. Uma outra lenda diz que o tarô foi extraído do livro de Thot, pai da sabedoria Egípcia, num total de 78 arcanos.
Conta-se que Metraton, anjo criador do tarô, inspirou alguns sacerdotes de antigas civilizações a gravar todo o conhecimento que tinham em pequenas lâminas de metal fazendo assim surgir o tarô. Os seus mistérios porém só poderiam ser acessados por aqueles que possuíssem sabedoria e conhecimento suficiente para desvendar seu conteúdo simbólico.
Este grande mestre vive nos mundos superiores, no mundo de Aziluth, mundo este repleto de uma felicidade inconcebível para os humanos segundo Kabala.
O exato momento que o tarô passou a fazer parte do conhecimento humano ainda é um mistério, mas, existem várias especulações a respeito.
Sabemos que surgiu na Europa ( Itália) do século XII, como um jogo lúdico entre os nobres que com o tempo passaram a especular sobre os possíveis significados que estariam por trás daqueles símbolos desenhados e pintados a mão, então, seu caráter divinatório se estabeleceu, sendo bastante popularizado um pouco mais tarde pela Mademoiselle Marie-Anne Le Normand durante o reinado de Napoleão I, pela influência que exercia sobre a primeira esposa do monarca.
Outras vertentes afirmam que o surgimento do tarô foi na verdade no antigo Egito , mas, não existem registros históricos sobre isto.
O tarô não é apenas um oráculo, ele pode ser usado como forma de meditação, auto conhecimento, filosofia de vida, terapia, entre outros."
"Segundo a lenda, o criador do tarô foi o anjo Metatron, guardião da porta do SOL Atom, Rá dos Magos Egípcios, senhor do conhecimento do átomo. Reencarnou na terra como o profeta Enoch, de quem nos fala a Bíblia.
Muitos são os mistérios associados à roda de Enoch, também conhecida como roda das emanações, da vida, do karma e do dharma, ou roda Sansarra ou sarasrara dos mestres do Tibet e oriente. Metatron, ou Enoch, nos deixou o conhecimento destes 22 arcanos. A Kabala do alfabeto hebraico se divide em 22 estrofes do salmo 119 do Rei Davi na Bíblia, 22 letras que correspondem aos 22 arcanos maiores do tarô egípcio. Uma outra lenda diz que o tarô foi extraído do livro de Thot, pai da sabedoria Egípcia, num total de 78 arcanos.
Conta-se que Metraton, anjo criador do tarô, inspirou alguns sacerdotes de antigas civilizações a gravar todo o conhecimento que tinham em pequenas lâminas de metal fazendo assim surgir o tarô. Os seus mistérios porém só poderiam ser acessados por aqueles que possuíssem sabedoria e conhecimento suficiente para desvendar seu conteúdo simbólico.
Este grande mestre vive nos mundos superiores, no mundo de Aziluth, mundo este repleto de uma felicidade inconcebível para os humanos segundo Kabala.
O exato momento que o tarô passou a fazer parte do conhecimento humano ainda é um mistério, mas, existem várias especulações a respeito.
Sabemos que surgiu na Europa ( Itália) do século XII, como um jogo lúdico entre os nobres que com o tempo passaram a especular sobre os possíveis significados que estariam por trás daqueles símbolos desenhados e pintados a mão, então, seu caráter divinatório se estabeleceu, sendo bastante popularizado um pouco mais tarde pela Mademoiselle Marie-Anne Le Normand durante o reinado de Napoleão I, pela influência que exercia sobre a primeira esposa do monarca.
Outras vertentes afirmam que o surgimento do tarô foi na verdade no antigo Egito , mas, não existem registros históricos sobre isto.
O tarô não é apenas um oráculo, ele pode ser usado como forma de meditação, auto conhecimento, filosofia de vida, terapia, entre outros."
No primeiro nível da Astrologia, estão as casas astrológicas, que são linhas imaginárias que partem da terra, dividindo o céu em doze fatias. Cada uma destas partes representa um aspecto prático da vida. Confira o significado de cada uma delas.
AS - Ascendente - Impulso de Orientação, a "Aurora"
CASA I - Ser - Temperamento e Comportamento
CASA II - Ter e Fazer - Dinheiro e Segurança
CASA III - Aprender - Primeiros Estudos e Cotidiano
IC - Fundo do Céu - Impulso de Fundamentação "Nadir"
CASA IV - Sentir e Sonhar - Família e Lar
CASA V - Prazer - Criação e Filhos
CASA VI - Trabalhar - Direitos/Deveres e Saúde
DS - Descendente - Impulso de Complementação "Crepúsculo"
CASA VII - Associar - Casamento e Sociedades
CASA VIII - Transformar - Perdas e Heranças
CASA IX - Refinar - Filosofia e Religião
MC - Meio do Céu - Impulso de realização "Zênite"
CASA X - Aperfeiçoar - Profissão e Aprimoramento
CASA XI - Libertar (se) - Amigos e Potencialidades
CASA XII - Doar - Sacrifício e Caridade
CASA 1
Este é o primeiro setor prático da sua vida analisado pela astrologia, onde está simbolizado o seu TEMPERAMENTO e COMPORTAMENTO. O primeiro espaço do seu mapa fala do seu EU, do que é SER alguém neste mundo para você. Os planetas que estiverem nesta casa (se houver algum planeta) vão simbolizar quais os aspectos emocionais que atuam na sua personalidade; o signo ou os signos que passarem por ela indicam em qual conceito o seu temperamento se abastece, sendo o primeiro dos signos o mais marcante.
A primeira casa astrológica traz o sentimento básico do "eu existo" e o desejo de entrar na vida com o impulso de conquistar, com auto-afirmação e iniciativa. É aqui que podemos ler os símbolos relacionados à natureza da alma de uma pessoa, representados pelos planetas e pelo signo que estão nesta casa.
Tratando da sua identidade, a casa 1 está ligada ao "eu sou " e ao sentimento interno da existência. Ela representa a aventura que travamos em busca de nós mesmos e da nossa própria vida, no momento em que passamos a nos entender enquanto seres independentes.
Se a sua relação com você mesmo e a sua auto-estima não estiverem bem, por exemplo, o problema pode ser identificado em seu mapa astrológico dentro deste setor prático, através da posição de algum planeta ou de um aspecto vindo de outros setores da carta celeste. O trabalho da Astrologia é orientar em relação às formas de você aumentar os potenciais do seu temperamento, que estão simbolizados nesta casa, e superar as dificuldades. Como cada pessoa e única, a resposta para estas questões não pode ser generalizada.
O signo Ascendente é o início da casa 1.
CASA 2
Neste setor prático está simbolizada a forma como você lida com os bens materiais. É a casa do TER e do FAZER. É nela que se podem analisar quais as formas, trunfos e dificuldades que você possui para adquirir dinheiro, segurança material e também como você costuma aproveitar os bens que conquistou. Os planetas que estiverem na casa 2 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo) , falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
A casa II não se resume apenas a ganhos no sentido concreto e tangível, há muito mais a ser analisado. Nessa segunda etapa prática da vida, vamos construir nosso ganho, nossa segurança emocional. O Planeta que estiver ali, sinalizará a maneira com a qual vamos concretizar essa segurança.
Touro, o signo natural relacionado à Casa II, vai nos falar de como concretizar e objetivar a emoção, para assim, construirmos um patrimônio emocional, fazermos uma reserva, um estoque para os momentos de tempestades. Estamos falando da questão do apoio, da muleta, do abrigo em meio aos intempéries da vida.
O mundo é inseguro, um foco de tempestades. Encarnados neste planeta, sentimos sede, fome, sono. No físico, emocional, sentimos desgostos, tristeza e dor. Temos que nos abrigar! No caso do sono, um teto; no caso da sede, uma fonte de água.
Ao longo da vida vamos vendo o que pode ser feito, como podemos construir esse abrigo emocional, além do nosso abrigo físico, pois essa Casa é a da feitura emocional, nossa segurança em nível material. Precisamos nos abrigar para poder responder a tudo isso, mesmo que não se trate de uma riqueza, de uma opulência, mas de um mínimo onde ela teria que acontecer.
Às vezes, fazemos esforço emocional para ou por alguém. Pode ser que você tenha reservas suficientes e isso seja bom, mas se você sente uma fadiga emocional, então está gastando o que não tem. Não se deve fazer essa extravagância, pois mais tarde vai sentir falta. É hora de perceber o porquê de bancarmos "o bonzinho", o que estamos querendo ganhar com isso, que forma de "segurança" estamos construindo para nós mesmos, com esse tipo de comportamento.
A Segunda Casa representa aquilo que constitui a nossa segurança. Assim como existe uma poupança no físico, existe também o patrimônio emocional. O Planeta que estiver presente na Casa II vai nos dizer como construir esse abrigo. Seguem alguns exemplos:
Vênus - ela vai nos falar de uma feitura ligada à arte, com sensibilidade e emoção. Buscar, ver e descobrir o agradável numa relação, responder ao outro de forma agradável. Essa reciprocidade vai representar uma poupança emocional. As pessoas que têm Vênus nessa posição rodeiam-se com tudo que acham de bom gosto, elas têm bons olhos para a beleza física e material.
Marte - colocado nessa posição, pede agressividade e atos audaciosos visando conseguir dinheiro. Esse posicionamento pode ser contraproducente se suas maneiras são rápidas demais, querendo aproveitar de forma desejosa e ansiosa, o mundo material e o reino dos sentidos.
Palas - caso seja este planeta que estiver na Casa II, significa que para adquirir esta segurança, se estabelece uma luta. Tudo é tramado, tudo leva tempo, há uma guerra justa para que seja aumentado o seu patrimônio emocional.
Júpiter - geralmente há sucesso no campo material. A segurança para alguns pode estar ligada mais ao aspecto financeiro, enquanto que para outros pode significar possuir maiores conhecimentos ou crenças religiosas.
CASA 3
O terceiro setor prático do seu mapa fala do que você primeiro precisa APRENDER para seguir o seu percurso pela vida: como você troca informações, aprende com os que estão próximos de você... É nesta casa que dá também para avaliar a sua relação com seus irmãos, vizinhos e colegas. Os planetas que estiverem na casa 3 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos.
É difícil saber a hora de falar e de calar, a forma de dizer e também, dominar a arte de ouvir os outros e compreendê-los. Na Astrologia, Mercúrio simboliza a nossa capacidade de comunicação, as dificuldades e facilidades que temos de entrar em contato e aprender com as pessoas que passam por nossa vida. Será que você tem consciência de como anda administrando este setor da sua psique? Confira com a astróloga Graça Carvalho
MERCÚRIO:
Elemento : Ar ;
Polaridade : Masculina, positiva;
Eixo: Gêmeos/Sagitário;
Ritmo: Mutável. Casa III - Gêmeos ;
A trilogia de ar: Gêmeos, Libra e Aquário;
A energia do Ar é muito importante, corresponde à energia mental, do pensamento. As questões relativas ao ar se incluem na esfera da comunicação, dos relacionamentos, conhecimento, das idéias, da capacidade verbal, harmonia e da reconciliação entre os opostos. No mito, ele é Hermes e Mercúrio. É Hermafrodita, une os dois sexos em uma só energia, isto é, reúne partes que aparentemente estão separadas, mas que se complementam e se juntas, formam um Todo indivisível.
O primeiro contato com o elemento Ar nos leva a verificar a natureza de nossa comunicação, a aprendermos a nos integrar com as pessoas. Este será um tempo para nos dedicarmos a aprender mais sobre nós mesmos e aos contatos emocionais, que são os temas do Planeta Mercúrio.
Mercúrio é aquela energia que sentimos como a curiosidade, o interesse pelo aprendizado, o comércio, a oratória, enfim, toda essa energia que nos move para o "encontro" com o outro ou com os outros. Quanto mais cedo, melhor para aprendermos a observar o nosso movimento, o vai e vem que é peculiar àqueles que têm um Mercúrio em posição forte no Mapa e ficarmos atentos ao perigo de colisão que esta rapidez provoca, gerado por uma falta de sinalização. Essa energia de Mercúrio pode ser tão forte para alguns, fazendo até mesmo mudar de assunto durante uma conversa que o outro nem percebe e não entende mais nada. Ou, bons falantes, conversando horas sobre um assunto que acabaram de ouvir e nem sequer sabem do que se trata.
Um Mercúrio forte no Mapa nem sempre significa uma mente lógica, analítica, pensamentos organizados. Muitas vezes, quando por exemplo um Mercúrio na Casa I em trígono com Urano na Casa V, pode dar uma procissão de idéias, bastante criatividade, pensamento ágil, raciocínio veloz, mas também, bastante errática.
É importante verificar se nós estamos circulando ou atropelando, traumatizando. Vamos verificar com quem estamos falando, se estamos dando atenção ao que os outros falam. O que será que estamos derrubando nos outros? Será que não colocamos carga emocional demais? É através da observação que podemos tentar melhorar o contato.
Como é que eu faço o contato emocional? Que tipo de relação é gerada quando eu faço contato emocional com o outro, como eu estou equilibrando essa relação de ensinar e aprender, do ouvir e do falar, do viver. Essa relação tem que ser equilibrada, se fizer uma coisa a mais que a outra, desequilibra. Por isso, Gêmeos (regido por Mercúrio) é representado por duas colunas abraçadas e o mito conta a história de dois irmãos inseparáveis, Castor (mortal) e Pólux (imortal)*. Devemos estar atentos às duas situações comuns na energia mercurial: se é com muita força, com carinho, com criatividade ou com austeridade.
Entretanto, em termos de energia, mesmo sem saber especificamente qual a posição de Mercúrio em seu Mapa, você pode observar qual é a forma de circular e se comunicar, a maneira como você expressa esse planeta, como ele atua em você. É só observar que logo saberá. O objetivo do elemento ar e especificamente de Mercúrio é o da comunicação, do contato emocional. O que temos que observar é a forma como cada um entra em contato com as pessoas em nível de emoção. Com que carga emocional eu me aproximo das pessoas, de que forma eu me comunico melhor, que fator emocional interfere em minha qualidade de relacionamento? E como a Casa III (natural do signo de Gêmeos e do planeta Mercúrio) tem a ver com aprendizado, teremos que aprender e melhorar com essa circulação, porque não estamos sós em nível emocional.
CASA 4
A família é algo fundamental para o alicerce da sua vida emocional, mesmo que você já tenha saído da infância ou da adolescência. Saiba do que você precisa para lidar melhor com as suas raízes e construir o seu Lar de forma harmoniosa, através do significado da quarta casa astrológica.
O que deixa você em baixo astral? Você já parou para observar os seus altos e baixos? O que faz você mudar de humor? Qual a sua reserva emocional? O que lhe desencanta? Você é muito "desencantado" e está sempre confundindo as coisas? Já se perguntou o que realmente lhe encanta nessa vida? Essas observações fazem com que a gente se conheça melhor, fundamentando nossos sentimentos.
O setor do seu mapa do Céu que pode responder a estas perguntas é a Casa IV (leia sobre as casas astrológicas). Mesmo que você não tenha Mapa, não é difícil perceber, em seu cotidiano o que lhe faz perder a terra em nível emocional, o que lhe deixa em baixo astral, naquele mal estar que "fingimos" não saber o que é para não termos que encarar. E, principalmente, quando o assunto é família.
A Casa IV tem várias aplicações, além do psicológico, é a parte incontrolável dentro de nós mesmos. Normalmente as energias, mesmo conhecidas, são descontroladas, porque estão na Casa da meia noite e não recebem luz. Para entrar nesse reino, só através do sentir e do sonhar.
Observe como cuida de você mesmo: sente-se enraizado? Como se sente em relação à família? Raivoso, irado, magoado, carente? E o que você tem feito em relação a isso? Ou anda tão ocupado e preocupado com a carreira e os compromissos e passa a maior parte do tempo longe do lar? Às vezes estamos tão identificados com nossas atividades, com aquilo que vemos, que esquecemos de ver a nós mesmos, à nossa família.
A Casa IV representa aquele local que nós vamos quando estamos sozinhos, dentro de nós mesmos. Uma questão importante na casa IV é o ambiente em que vivemos. Que tipo de atmosfera criamos em nosso lar, o que atraimos para nós nesse ambiente, onde nos identificamos com ele. Essa ambientação só acontecerá realmente quando o "astral" estiver muito bom dentro da sua casa e ela for realmente um Lar, aqui significando família. A família é que torna possível essa ambientação, dentro desse plano se desenvolvem coisas que são necessárias, certas imagens fundamentais, por isso a família é muito importante no desenvolvimento de uma pessoa. Mesmo a pessoa estando independente, morando em outra cidade, haverá sempre alguma coisa para ser visto junto da família.
Este é o setor que simboliza o SENTIR e o SONHAR. É aqui que podemos ver a sua relação com a sua família, com o seu lar. Além das suas raízes emocionais, que estão em sua infância, na casa quatro você pode analisar onde e de que natureza é os "fantasmas" que foram gerados em seu passado. Os planetas que estiverem na casa 4 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
CASA 5
Todos precisam da alegria para viver bem. Você tem concentrado as suas energias para fazer com que seus dias sejam mais felizes? A sua capacidade de brincar, divertir-se, estar alegre e criar é analisada na Astrologia através da sua Casa V. É nela também que você pode conhecer o que te dá prazer e como são as suas criações. Confira com a astróloga Graça Carvalho.
A Quinta Casa Astrológica, relacionada ao signo de Leão e ao elemento Fogo, é o setor prático da sua vida. Nela você pode descobrir como tem curtido os seus dias, como "gosta emocionalmente" e reage quando encontra algo com que tem afinidade. Determinadas coisas na sua vida são capazes de produzir com você uma relação na qual existe um mútuo reconhecimento, onde as duas naturezas se absorvem, se enchem, se plenificam.
Todas as questões do seu prazer e da alegria podem ser vistas na Casa V. A alegria é algo de grande importância em qualquer parte da vida a nível emocional, já que quando você realiza algo com ela, o resultado é muito superior ao alcançado se a situação fosse inversa. A técnica empregada para realizar aquela atividade é diferente, há diferença no objetivo e termina havendo uma diferença de conseqüência. Você pode fazer muito para se dar um pouquinho mais de alegria. Basta um pouquinho a mais de prazer para que novos caminhos sejam abertos, tornem-se mais livres, desimpedidos. Com alegria, as coisas se esquentam e despertam.
Quando entramos frios nas situações, as coisas também estão de alguma maneira um pouco congeladas. A alegria é a capacidade de tirá-las do gelo e fazer com que adquiram uma velocidade toda especial. São nestes momentos que temos a impressão de que aquilo tudo está sorrindo. Você sabe a partir de quê, as coisas estão sorrindo para você e estão lhe alegrando?
Na casa cinco, a Astrologia analisa o que você precisa para viver alegre e com prazer. É aqui também que estão simbolizados os namoros e as diversões. Mas todo prazer deve produzir bons frutos: os filhos - tanto os de sangue quanto aqueles que nascem de suas idéias, como um livro ou um projeto - também são departamento da 5. Os planetas que estiverem nesta casa mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
Antes de chegar a essa verdadeira alegria, você precisa pensar também como é que anda centralizando as coisas emocionalmente, como você é capaz de brilhar. Se você centraliza a sua força, por exemplo, que é a energia representada por Marte, aquilo vai oferecer um prazer lhe tornando um herói. Aqui estamos discutindo a questão fundamental do sorriso, da alegria e do prazer e isso não é uma coisa achada, é algo que temos que nos carregar para poder atingir. Temos que considerar que existe uma cota de alegria que acontece ao acaso, tudo bem, que seja bem vinda. Mas existe a cota que é do nosso caso, o que "eu" posso fazer. É a história da centralização, eu tenho que centralizar algo, pois com essa cota, eu vou ter chance de obter aquela alegria.
Quando algo está no centro, a possibilidade de cair e se perder é bem menor do que aquela que está na beiradinha. Então, como você está centralizando suas energias em prol de uma vida mais alegre e mais saudável? Você está sabendo colocar no centro essas energias? Você está se concentrando em determinadas coisas que são importantes para o seu sorriso? Nas coisas que você gosta, com as pessoas que gosta, com as situações que podem lhe dar prazer? Como você centraliza isso, será que deixa de investir o necessário, ou entra em excesso? Temos que ter uma medida para que essa energia seja impulsionada e permita que as coisas aconteçam com prazer. Todos os signos de Fogo impulsionam: Aries, o primeiro, impulsiona pela própria natureza; o segundo de Fogo, Leão, impulsiona pelo prazer e Sagitário, o terceiro de Fogo, pela sabedoria. Os signos de Fogo são energias que arrastam e entusiasmam.
Exemplos: Quem tem Urano na Casa V, deve jogar o jogo emocional do prazer - o jogo de fazer o que gosta - brincar com a vida (no bom sentido), de forma infinita, significativa, porém, diferente. Esta pessoa brinca de inventar, sempre inventando alguma coisa, porque Urano é o inventor, é o criador. Para que a pessoa entre e participe desta festa, tem que ter um sentido, tem que ter um significado e naquele significado, ela tem que se sentir livre para poder criar.
CASA 6
Durante a sua vida, é preciso manter sempre a "casa" limpa, jogar fora todas as impurezas materiais e emocionais que andam obstruindo o seu caminho. A única forma de realizar esta tarefa é através do trabalho. O setor prático da Astrologia que analisa os seus potenciais e dificuldades nesta área é a Casa VI (leia mais sobre as casas astrológicas). Confira, com a astróloga Graça Carvalho, como realizar melhor esta faxina diária e livrar-se das impurezas que se acumulam durante a vida.
É nesta área do mapa que a Astrologia analisa o seu TRABALHO e sua saúde física. É o ponto de "limpeza" da sua vida, onde você precisa liberar todas as toxinas que contaminam a sua psique. Na casa seis está simbolizado o seu trabalho cotidiano, aquele que, com suor, você precisa realizar para limpar-se. Os planetas que estiverem na 6 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
A sexta casa do zodíaco, regida por Ceres, é a limpeza e a saúde. Todas as sujeiras acumuladas em relação ao seu comportamento, seus ganhos, estudos, família e prazeres são "varridas" para a Casa VI, onde serão eliminadas. Como analogia, pode-se dizer que a casa VI é o "intestino" do mapa. Tudo na vida necessita de organização e reciclagem para que se consiga resultados práticos.
Enquanto na Casa IV descobrimos nossa discreta identidade, na V nos revelamos, na VI temos uma relação direta com trabalho e a saúde. É nela que descrevemos nossa atitude em situações que comandamos ou que somos comandados. É nesse setor que escolhemos um trabalho para ser feito de maneira sincera e metódica, que funciona como um meio de cura para o egocentrismo e o egoísmo presente em nós.
A escolha do método a ser empregado é de extrema importância, para que os objetivos sejam alcançados de uma maneira mais consistente, rápida e integral. A ordenação dos procedimentos é algo predisposto na natureza.
Esta procura de uma metodologia para o trabalho também deve existir em relação ao emocional. Temos que aprender a botar para fora tudo o que não nos serve emocionalmente, da mesma forma que fazemos no sentido fisiológico. Saber se livrar deste dejetos é fundamental para uma melhor saúde.
No zodíaco, as casas práticas são a II, a VI e a X. Elas determinam a importância do uso de um método para a resolução de problemas imediatos. A Casa VI, especificamente, trata das coisas práticas que podemos fazer em relação às nossas emoções.
O início de qualquer limpeza mais profunda é uma grande faxina para desobstruir todas as saídas. Sabemos que se pintarmos todo o corpo com uma tinta, morreremos de intoxicação, porque os poros são bloqueados e não conseguem eliminar o suor que libera as toxinas do corpo. Como a Casa VI, é o grande lixeiro do zodíaco, em que todo o lixo das casas anteriores é colocado, o trabalho de limpeza nela é dobrado. O planeta e o signo que estiverem ali colocados têm que ser trabalhados com maior atenção, já que é para lá que serão enviadas e processadas todas as formas de lixo das outras casas. O trabalho de limpeza feito na casa VI trata do nível das relações materiais, enquanto a casa XII se ocupa do nível espiritual.
Um exemplo desse tipo de organização no dia-a-dia é a questão da realização financeira. É através do dinheiro que se ganha no trabalho que você pode se estruturar para fazer outras coisas... Estando pronto para estas tarefas, você tem condições de se enraizar. Neste setor prático da sua vida, é preciso realizar o trabalho de forma ritmada, com patrão, horário e disciplina.
A Casa VI é de grande importância no mapa, porque é através do trabalho que conseguimos estrutura para produzir saúde, enraizamento e centramento, entre várias outras coisas. Ela nos leva a lembrar que existem deveres a serem cumpridos antes de direitos usufruídos. O importante é que trabalho seja bem feito.
CASA 7
Por que temos tanta necessidade das outras pessoas? E por que o nosso convívio com elas é tão complicado? A astróloga Graça Carvalho vai apresentar a você o setor prático da sua vida que fala dos relacionamentos, a sétima Casa Astrológica. Todos os seres humanos buscam um complemento, mas será que sabem ceder para que haja harmonia entre o "eu" e o "outro"?
As doze casas do mapa do céu são divididas em quatro setores:
O primeiro é representado pela As (Ascendente),o segundo pelo IC (Imun Coeli ou Fundo do Céu), o terceiro pelo DS (Descendente) e o quarto pelo MC (Meio do Céu). O signo descendente é aquele que estava na mesma posição onde ocorre o pôr-do-sol, descendo na linha do horizonte, na hora do nascimento de uma pessoa.
Este é o espaço onde a Astrologia analisa o "outro" em sua vida. O que você espera das outras pessoas, o que existe nelas que falta em você, o que os outros trazem para complementar a sua personalidade? É esta a área onde estão simbolizados os CASAMENTOS, tanto os afetivos quanto os profissionais. Os planetas que estiverem na 7 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida e o que você precisa que o "outro" lhe ensine; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

Ele apresenta situações naturalmente opostas em relação ao signo do Ascendente, que nascia na linha contrária. Enquanto o ascendente representa a autoconsciência, o descendente é a Complementação, o ocaso da alma, é a consciência do outro.
O descendente ou terceiro quadrante, ponto cardeal, é iniciado pela Casa VII. Aqui, inicia-se a aprendizagem da complementação, a sabedoria de que não estamos sós, que o outro pode ser o nosso espelho e que muito sobre nós mesmos poderá ser compreendido através dos contatos, dos relacionamentos, das sociedades, dos casamentos. Casamento entende-se qualquer relacionamento baseado em compromissos mútuos, contraído legalmente ou não. Embora seja mais conhecida como a casa do casamento, é também curiosamente indicada como a "Casa dos inimigos declarados".
A Casa VII representa o encontro do homem com o Sagrado, na medida em que ele se desvencilha da prisão de "sua vontade" e passa a perceber que existe algo divino nos encontros dessa existência, e de que nada acontece por acaso, mas sim, por ocaso. Os encontros que acontecem são "colocados" em nossas vidas como se fossem provações, exercícios para unir a nossa alma, que é bastante fragmentada, através de uma outra história de natureza mais transcendental, definitiva em nossas vidas. Se isso não for visto numa relação, perderemos não só a relação, mas a possibilidade de crescer nela e com ela.
Assim como o Sol, em sua natureza, tem que se pôr para que a noite nasça, as pessoas também necessitam se retirar por um momento para dar espaço ao outro. E na hora que esse Sol se põe, nós, que surgimos com ele na Casa I, no momento do nascimento, teremos que se pôr com ele, também. O caso é que nós não estamos acostumados com as trevas, a sair de cena e deixar que o outro ou uma outra coisa brilhe em nosso lugar e ocupe o centro.
Aqui é bom ficar claro a importância de se pôr. Se pôr significa deixar de fazer determinada coisa que queremos e fazer aquilo que o outro prefere. Claro que o casamento perfeito é aquele em que o outro faz o mesmo. Todos nós temos uma Casa VII, logo, todos têm o seu momento de se pôr, e quando isso não acontece, vêm as frustrações e as insatisfações, seja no nível emocional, afetivo, profissional ou de amizades.
Se retirar do centro significa anular sua vontade para atender o que for necessário em benefício do outro. É esquecer nossos próprios desejos e vontades e priorizar o assunto alheio, entrar em ocaso, deixar que algo ou alguém brilhe em nosso lugar enquanto ficamos nos bastidores. Assim, extrairemos de cada relação o que ela pode nos dar, com espontaneidade e naturalidade, de acordo com o equilíbrio da Vida. Afinal, relacionamento significa equilíbrio. Na "Casa do Outro" devemos esvaziar nosso egocentrismo e de uma forma prática e harmoniosa, deixar que os outros brilhem. Dar o que temos para dar, em vez de cobrar aos que não tem o que nos oferecer e receber dos que tem com satisfação.
A casa VII representa Eros, deus da emoção, oposto à Psique, representante da razão, da Casa I. Segundo a mitologia, Eros chega na calada da noite e foge antes do Sol raiar para que Psique não o veja. Só existe uma maneira de perceber Eros: colocar para fora o excesso de individualidade, de sol presente que a gente tem na vida. Só esvaziando nosso ego é que abriremos um espaço para conhecer a energia do amor, de Eros. Para isso, não é necessário criar novas relações e sim trabalhar as que já existem.
Com isso, aprenderemos a "prender" o Eros em nosso cotidiano, seja dia ou noite. Colocando o outro e as relações importantes que fazem parte da nossa vida no centro. Com justiça e equilíbrio estamos aptos a ir recebendo de cada coisa ou pessoa o que cada um tem para dar. Concentrando nossas energias, tempo, espaço e dinheiro no outro, podemos descobrir que as coisas são muito mais bonitas do que percebíamos anteriormente. Experimente.
CASA 8
A vida de todos nós é imprevisível. Sem sabermos como, nem porquê, algo que nunca pensávamos perder, sai das nossas mãos. A vida começa a mudar, coisas inesperadas acontecem e pequenas ou grandes perdas vão se tornando freqüentes. Vamos perdendo as coisas que havíamos conquistado e as pessoas que nos cercam. As coisas parecem não mais dar certo e ficamos com uma sensação de que estamos sendo enterrados vivos. Será?
A Casa VIII representa exatamente todos os tipos de perdas emocionais que acontecem conosco. Perdemos a carga de emoções que acumulamos durante toda a vida e da qual precisamos numa certa altura para que nós possamos nos desprender dela e atingir outros objetivos. É a hora de encarar situações que não fomos educados para entender nem para aceitar. Somos educados para ganhar, ganhar e ganhar.
A casa oito é a mais misteriosa do mapa, pois é nela que estão todas as coisas mais escondidas da sua personalidade, esperando por serem reveladas. É o "casulo" onde você precisa TRANSFORMAR, depositar suas "lagartas", a fim de que se transformem em borboletas. Todas as perdas e heranças da sua vida também estão simbolizadas aqui. Os planetas que estiverem na 8 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
Em geral, nossa reação imediata diante da perda é de luta, de novas tentativas, de busca por saídas rápidas. A oportunidade deveria ser de "dar um tempo", parar e ver qual setor da nossa vida que está precisando ser melhor compreendido e muitas vezes, no final de uma crise, resta algo novo, nascido daqueles momentos difíceis, até mesmo um potencial escondido e só agora descoberto.
A oitava Casa do Zodíaco também simboliza o local de limpeza e despejo desses excessos emocionais. Ela provoca situações embaraçosas para que algo em nós mesmos seja descoberto, algo que não havíamos percebido, por nossa escassez de percepção, de atenção. Quantas mortes, mistérios, segredos e raptos acontecem em nosso dia-a-dia? Será que estamos atentos a eles? Que segredos e mistérios existem nas perdas? Quantas vezes repetimos gestos, medos e raivas sem sabermos porque?
Estamos falando da perda dos excessos, daquela bagagem que vamos colocando em nosso barco, sem a utilizarmos nem conseguir nos desvencilhar. Então vem a vida e faz a "limpeza", no sentido até de evitar o peso excessivo para que possamos continuar nossa viagem e não afundarmos o barco.
As vezes, perdemos porque não damos tempo para que as coisas amadureçam suficientemente e possam chegar a uma realização. Na tentativa, em vão, de não perder, muitas vezes matamos a possibilidade de ver a frutificação e plenificação emocional das coisas.
Plutão, o planeta regente da Casa VIII, simboliza o aprofundamento, a regeneração, a transformação. As gerações degeneram e Plutão regenera, no sentido de aproveitar coisas ou fases ruins e inferiores. O Lotus que é uma das mais belas flores do mundo, nasce do lodo; a lagarta, um bicho pequeno, que queima, entra no casulo para virar uma borboleta. É esse o grande mistério produzido na Casa VIII, o da alquimia, da transformação da pedra em ouro, da mudança de energias ditas negativas em positivas, assim como a terra transforma excrementos em adubos. No momento em que eu estou vivo e o mundo está vivo, tenho algo de bom para retirar do mundo e uma coisa boa para dar para o mundo, e isso acontece em todas as épocas e lugares diferentes, com unanimidade, entre todos.
Todos nós temos um lado "de fora" que precisa brilhar, mas é necessário olharmos para dentro e procurarmos uma sombra que não se deve temer. Ver as coisas pelo outro lado é algo que não deve ser ignorado. Podemos sentir medo e em vez de tentarmos ir fundo e investigar, nos retiramos. Em vez de ver o invisível nos outros, preferimos vestir o capacete (adereço de Plutão) e ficarmos nós mesmos invisíveis.
Devemos ter cuidado com o medo, que nos impede de criarmos casa, de amadurecer. E nós nunca estaremos curados se o outro não estiver também, seja este quem for. Isso significa que quando enxergamos uma situação emocional arruinada, destrutiva nos outros, não podermos fingir que não vimos, nem nos recolhermos porque sentimos medo. Por outro lado, também não podemos partir para a agressão, para afastar o que tememos.
Morremos todos os dias, a todo instante. Morremos todas às vezes que fazemos uma opção, quando mudamos de emprego, cada vez é deixado para trás aquilo que havíamos nos esforçado para conseguir. Todas as vezes que assumimos uma nova postura, uma nova opinião, estamos renascendo. É preciso matar o velho para que o novo surja. Devemos sempre olhar para a nossa bagagem interior, o que carregamos na vida e que na verdade não nos serve mais.
Por isso toda atenção nos momentos de crise e de perdas. Eles podem ser a grande possibilidade da vida. Se não, por sermos tão apegados emocionalmente, por não nos darmos conta de nossa emoção, por não promovermos uma limpeza emocional, perdemos mais do que deveríamos e impedimos nosso próprio crescimento. As vezes, matamos dentro da gente uma capacidade "estranha", uma emoção, um pressentimento, simplesmente porque não aceitamos penetrar na sombra nem de nós mesmos muito menos na dos outros.
CASA 9
"Uma cruz não é para ser arrastada, e sim para ser erguida" Santa Tereza D' Ávila
Qual é a filosofia emocional da sua vida? Depois de passar pelas perdas, choques e "mortes" em seu cotidiano, é preciso ser como a Fênix que, de maneira elevada, renasce das próprias cinzas. Este é o sentido da nona casa astrológica, o setor prático da sua vida que simboliza a maneira como você conduz e refina suas emoções, além de indicar quais são os critérios e valores capazes de elevar os seus sentimentos.
Para alcançar esta sutiliza emocional, livrando-se das coisas grosseiras, todos precisam de princípios que possam religar o cotidiano a algo maior. Existem outras formas e critérios de pensar o mundo, diferentes daquelas que você está habituado. Ir buscar estes novos princípios é realizar a longa viagem proposta pela casa IX, colocando sua visão e sentimento no ponto mais alto possível.
Aqui, a Astrologia analisa qual é a sua FILOSOFIA de vida e do que você precisa para lançar-se em viagens mais elevadas, em termos de conhecimento e sabedoria. Esta casa está muito ligada ao ato de "romper fronteiras", ir mais longe. É onde estão simbolizados a sua RELIGIÃO, as longas viagens e os cursos superiores. Os planetas que estiverem na 9 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
A sua filosofia emocional é o conjunto de critérios que você utiliza para sentir a vida cada vez melhor. Qual é o princípio e de que forma você tem conduzido a sua emoção para isto? Realizando a longa viagem que o seu cotidiano precisa, você será capaz de renascer e sublimar as suas atividades.
A Casa IX traz sempre esta elevação e um refinamento sentimental. O planeta que estiver presente nesta casa em um Mapa do Céu vai funcionar como uma peneira, que não deixa passar as emoções grosseiras e baixas.
Além de estar ligada às grandes viagens, a Casa IX também fala dos estudos elevados, diferentes dos realizados na casa III, da qual é oposta. Na III, o astrólogo poderá identificar a aprendizagem e a comunicação de uma pessoa; já na IX, ele verá como esta pessoa interpreta estas informações, estabelece uma linha e as dirige para o infinito, para o transcendente. Na III acontece o estudo, a primeira lição e aprendizado da vida; na IX, surge a sabedoria.
A religião também é vista neste setor do seu Mapa do Céu. É através dela que adquirirmos a capacidade de sair do mundo e ir em direção ao absoluto, adquirindo clareza suficiente para guiar-se com persistência, paciência e lucidez. A religião não é uma questão individual, é universal, já que tem uma só finalidade: levar o homem a alcançar o que há de maior em sua vida, apurar a filosofia que utiliza durante o seu percurso e renascer através da sabedoria.
CASA 10
Este é o ponto máximo de um mapa, que começa com a linha do Meio do Céu: é o setor da REALIZAÇÃO, da PROFISSÃO, daquilo que uma pessoa faz de melhor. Nele, estão simbolizados com quais elementos uma pessoa vai trabalhar para atender ao seu "chamado", que é a sua vocação. Os planetas que estiverem na Casa 10 mostram quais são os planos emocionais envolvidos na profissão e uma pessoa; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
A décima casa astrológica, natural do signo de Capricórnio e regida por Saturno, simboliza a sua Profissão, aquele trabalho no qual você busca aperfeiçoar-se ao máximo e, com ele, atinge a sua realização. Ninguém pode atingir a Perfeição durante a vida, mas através desta casa, você provavelmente terá um vislumbre desta Perfeição.

A Casa X, que começa com a linha do Meio do Céu, é o ponto mais alto do zodíaco. Para saber onde ela fica, é só imaginar uma linha reta puxada verticalmente de nossa cabeça no instante do nosso nascimento para o ponto mais elevado do céu (no mesmo onde está o Sol quando é meio-dia). Só conseguimos enxergá-la se fizermos um esforço, "esticando" o pescoço, já que está acima da nossas cabeças.
A Casa X inicia o último quadrante do Mapa, ou seja, o último "conjunto" de três casas que contém um símbolo correlato. Ela marca o Impulso de Realização do ser humano, a meta mais alta que cada um deve atingir.
Mas será fácil esta tarefa, a de buscar a perfeição e o máximo de nós mesmos em um mundo tão imperfeito? Diante da desarmonia que nos cerca, como nos inspirar e aspirar o melhor?
CASA 11
Para sermos livres, precisamos antes conhecer nossos limites emocionais - os condicionamentos mais entranhados em nosso padrão de comportamento, aqueles que repetimos automaticamente - para depois livrarmo-nos deles. É na 11ª casa astrológica que encontramos estes possíveis condicionamentos e, também, uma dica de como vencê-los. Neste setor prático da nossa vida não podemos ser autômatos, devemos usar a mente para a realização de ideais e da criação.
Este é o seu ponto de LIBERTAÇÃO no mapa astrológico. É aqui que acontecem as possibilidades de livrar-se de todos os condicionamentos e soltar os seus POTENCIAIS, em prol de ideais e projetos que favoreçam não só a você, mas a toda humanidade. Os planetas que estiverem na Casa 11 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
Você está preso e subordinado a quê? A quem ou a o quê entrega a "sua cabeça" para que seja "feita"? Será que não está muito subordinado às necessidades da matéria, a tal ponto que é impedido de até mesmo olhar o céu? Quando mantemos a cabeça abaixada, acabamos por olhar somente o nosso próprio umbigo. Olhar o céu é libertar-se, é tomar conhecimento do infinito, eterno e do perfeito.
Quando falo matéria não me refiro à Terra, à mãe Gaia, pois é a Terra que nos dá o sustento, oferece a base para os nossos pés e serve como nosso ponto de apoio. Não podemos olhar o céu e voar em nossa imaginação sem termos as bases bem plantadas, os pés confortavelmente e amorosamente bem integrados à Terra. Estar subordinado significa estar pensando apenas em sucesso pessoal ou em uma liderança que atenda somente a nossa vaidade. Um ideal só é realizado quando totalmente liberto da necessidade de aplausos, de reconhecimento pessoal, de glórias e honras. Libertar-se das vaidades, do orgulho e do ego é criar asas para voar e possibilitar verdadeiras criações.
Cada um precisa libertar-se da bola de ferro que o prende e aumenta cada vez mais. Esta "bola de ferro" é o condicionamento que não nos deixa caminhar, quanto mais voar. Libertados desta corrente, devemos então analisar o que podemos fazer com nossa humanidade e potencialidade.
Todos temos nossas sementes ainda não plantadas. Para que esta sua potencialidade desabroche, você precisa pensar e fazer circular suas idéias. É preciso pegar a faca e cortar o queijo, e não manter um potencial para nunca ser realizado. Libertar-se dos condicionamentos não significa encontrar as potencialidades, mas significa que é por ali que emocionalmente você pode encontrar a sua libertação.
Para alcançarmos este vôo, nada melhor do que estar leve, sem apegos ou padrões de comportamento repetitivos. É imprescindível que você tome consciência da vida que está levando, o que anda fazendo com suas idéias, ideais e capacidade de realizar seus potenciais. O que você tem feito com o seu poder maior, doado a todos os homens, que é o Dom do Livre Arbítrio? Como tem feito suas escolhas? Ao menos tem utilizado esse potencial maior, que é a capacidade de decidir sua própria vida?
Para saber decidir bem, o primeiro passo é romper com os condicionamentos e deixar para trás os pesos que não lhe deixam voar. Temos as chaves para abrir nossos compotas e deixar a alma sair, temos o livre arbítrio, temos o pensamento. Se pararmos para pensar, o mínimo que seja, já estaremos nos libertando de várias bolas de ferro. O pensamento é uma grande chave para a verdadeira liberdade. Pense um pouco mais antes de agir.
CASA 12
O último setor prático de um Mapa do Céu analisado pela Astrologia, a casa XII, é o ponto que mostra a sua missão em ser co-participante do grande espetáculo do Universo, que é a Vida, buscando a Unidade de todas as coisas.
É muito natural que, dentro de algumas destas situações, você acabe sentindo-se ferido, tendo sido desviado dos seus planos e projetos. O importante nestes momentos é não perder tempo com reclamações e lamentos, mas entender como você pode tornar-se um canal para que o Sagrado aja através de você. Quando não há esta percepção, o que seria sacro-ofício torna-se sacrifício, um dos mais freqüentes artifícios que as pessoas utilizam para não ficarem nulas diante do Maior e fazerem parte do grande espetáculo da Vida.
Quando bloqueamos a nós mesmos e deixamos de ser um canal para que o Sagrado aja através de nossos atos, evitando assim os sacrifícios, esta omissão acaba por gerar algo muito pior, que é o sentimento de tristeza, vazio e a depressão. Todo o sofrimento desnecessário nasce quando as pessoas tomam atitudes que as separam da Unidade.
Todos têm um "trabalho sagrado" a fazer durante a vida. Este é o setor do seu mapa que analisa o SACRIFÍCIO (ofício sagrado) pelos outros, aquilo que você precisa DOAR, sem olhar a quem e nem esperar nada em troca. Na Casa 12 também está simbolizada a sua saúde emocional, já que quando nos negamos a doar este dom que possuímos, acabamos por ficar deprimidos e vazios. Os planetas que estiverem na 12 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
A verdade é que ninguém nasceu, à luz da Tradição, para o sofrimento. Mesmo assim, todos os seres humanos sofrem e muito. Esta contradição acontece porque as pessoas deixam de contemplar o mais belo e sublime de todos os espetáculos, que é a vida, e perdem a noção de que esta beleza só pode ser realizada através delas próprias.
As pessoas transmitem, umas para as outras, o apoio necessário para que vivam. Se alguém ajuda o outro, está, na verdade, servindo de canal para que uma energia maior passe através dele, muitas vezes mesmo sem perceber. Ao entregar-se, anular-se ao Sagrado, oferecendo-se como canal, você é alimentado e afasta a depressão e o sofrimento da sua vida. As pessoas que chegam para "beber" desta energia são chamadas "mendigos". Em vários momentos, você mesmo é mendigo e a outra pessoa está no papel de canal, repassando algo que você necessita para o seu crescimento e desenvolvimento. Isso não significa que um mendigo seja sempre amável e humilde, muitas vezes as pessoas aproximam-se e arrancam de nós algo que desejam, até de forma grosseira. O importante é reconhecer, nestas horas, um momento de anulação e doação.
A confusão começa quando você pensa que está repassando toda essa beleza para o outro. Ao imaginar que tudo que acontece em sua vida é de única e exclusiva iniciativa sua, você deixa de perceber a interferência da Unidade e passa a comportar-se como se ela não tivesse nenhuma responsabilidade sobre as outras pessoas e nem sobre as circunstâncias. E o pior: acaba pensando que as pessoas a quem você repassou algo lhe devem alguma coisa. Nestes casos, é bom nunca perder de vista que você é apenas um instrumento do Sagrado.
As formas desse contato com o Sagrado acontecem nas mais variadas situações da vida. Eles representam oportunidades de se "anular", de se oferecer como canal. Assim como uma simples mangueira derrama água sobre as plantas, fornecendo elementos para que vivam, nós também podemos canalizar o que o outro precisa para a seu desenvolvimento.
AS - Ascendente - Impulso de Orientação, a "Aurora"
CASA I - Ser - Temperamento e Comportamento
CASA II - Ter e Fazer - Dinheiro e Segurança
CASA III - Aprender - Primeiros Estudos e Cotidiano
IC - Fundo do Céu - Impulso de Fundamentação "Nadir"
CASA IV - Sentir e Sonhar - Família e Lar
CASA V - Prazer - Criação e Filhos
CASA VI - Trabalhar - Direitos/Deveres e Saúde
DS - Descendente - Impulso de Complementação "Crepúsculo"
CASA VII - Associar - Casamento e Sociedades
CASA VIII - Transformar - Perdas e Heranças
CASA IX - Refinar - Filosofia e Religião
MC - Meio do Céu - Impulso de realização "Zênite"
CASA X - Aperfeiçoar - Profissão e Aprimoramento
CASA XI - Libertar (se) - Amigos e Potencialidades
CASA XII - Doar - Sacrifício e Caridade
CASA 1
Este é o primeiro setor prático da sua vida analisado pela astrologia, onde está simbolizado o seu TEMPERAMENTO e COMPORTAMENTO. O primeiro espaço do seu mapa fala do seu EU, do que é SER alguém neste mundo para você. Os planetas que estiverem nesta casa (se houver algum planeta) vão simbolizar quais os aspectos emocionais que atuam na sua personalidade; o signo ou os signos que passarem por ela indicam em qual conceito o seu temperamento se abastece, sendo o primeiro dos signos o mais marcante.
A primeira casa astrológica traz o sentimento básico do "eu existo" e o desejo de entrar na vida com o impulso de conquistar, com auto-afirmação e iniciativa. É aqui que podemos ler os símbolos relacionados à natureza da alma de uma pessoa, representados pelos planetas e pelo signo que estão nesta casa.
Tratando da sua identidade, a casa 1 está ligada ao "eu sou " e ao sentimento interno da existência. Ela representa a aventura que travamos em busca de nós mesmos e da nossa própria vida, no momento em que passamos a nos entender enquanto seres independentes.
Se a sua relação com você mesmo e a sua auto-estima não estiverem bem, por exemplo, o problema pode ser identificado em seu mapa astrológico dentro deste setor prático, através da posição de algum planeta ou de um aspecto vindo de outros setores da carta celeste. O trabalho da Astrologia é orientar em relação às formas de você aumentar os potenciais do seu temperamento, que estão simbolizados nesta casa, e superar as dificuldades. Como cada pessoa e única, a resposta para estas questões não pode ser generalizada.
O signo Ascendente é o início da casa 1.
CASA 2
Neste setor prático está simbolizada a forma como você lida com os bens materiais. É a casa do TER e do FAZER. É nela que se podem analisar quais as formas, trunfos e dificuldades que você possui para adquirir dinheiro, segurança material e também como você costuma aproveitar os bens que conquistou. Os planetas que estiverem na casa 2 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo) , falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
A casa II não se resume apenas a ganhos no sentido concreto e tangível, há muito mais a ser analisado. Nessa segunda etapa prática da vida, vamos construir nosso ganho, nossa segurança emocional. O Planeta que estiver ali, sinalizará a maneira com a qual vamos concretizar essa segurança.
Touro, o signo natural relacionado à Casa II, vai nos falar de como concretizar e objetivar a emoção, para assim, construirmos um patrimônio emocional, fazermos uma reserva, um estoque para os momentos de tempestades. Estamos falando da questão do apoio, da muleta, do abrigo em meio aos intempéries da vida.
O mundo é inseguro, um foco de tempestades. Encarnados neste planeta, sentimos sede, fome, sono. No físico, emocional, sentimos desgostos, tristeza e dor. Temos que nos abrigar! No caso do sono, um teto; no caso da sede, uma fonte de água.
Ao longo da vida vamos vendo o que pode ser feito, como podemos construir esse abrigo emocional, além do nosso abrigo físico, pois essa Casa é a da feitura emocional, nossa segurança em nível material. Precisamos nos abrigar para poder responder a tudo isso, mesmo que não se trate de uma riqueza, de uma opulência, mas de um mínimo onde ela teria que acontecer.
Às vezes, fazemos esforço emocional para ou por alguém. Pode ser que você tenha reservas suficientes e isso seja bom, mas se você sente uma fadiga emocional, então está gastando o que não tem. Não se deve fazer essa extravagância, pois mais tarde vai sentir falta. É hora de perceber o porquê de bancarmos "o bonzinho", o que estamos querendo ganhar com isso, que forma de "segurança" estamos construindo para nós mesmos, com esse tipo de comportamento.
A Segunda Casa representa aquilo que constitui a nossa segurança. Assim como existe uma poupança no físico, existe também o patrimônio emocional. O Planeta que estiver presente na Casa II vai nos dizer como construir esse abrigo. Seguem alguns exemplos:
Vênus - ela vai nos falar de uma feitura ligada à arte, com sensibilidade e emoção. Buscar, ver e descobrir o agradável numa relação, responder ao outro de forma agradável. Essa reciprocidade vai representar uma poupança emocional. As pessoas que têm Vênus nessa posição rodeiam-se com tudo que acham de bom gosto, elas têm bons olhos para a beleza física e material.
Marte - colocado nessa posição, pede agressividade e atos audaciosos visando conseguir dinheiro. Esse posicionamento pode ser contraproducente se suas maneiras são rápidas demais, querendo aproveitar de forma desejosa e ansiosa, o mundo material e o reino dos sentidos.
Palas - caso seja este planeta que estiver na Casa II, significa que para adquirir esta segurança, se estabelece uma luta. Tudo é tramado, tudo leva tempo, há uma guerra justa para que seja aumentado o seu patrimônio emocional.
Júpiter - geralmente há sucesso no campo material. A segurança para alguns pode estar ligada mais ao aspecto financeiro, enquanto que para outros pode significar possuir maiores conhecimentos ou crenças religiosas.
CASA 3
O terceiro setor prático do seu mapa fala do que você primeiro precisa APRENDER para seguir o seu percurso pela vida: como você troca informações, aprende com os que estão próximos de você... É nesta casa que dá também para avaliar a sua relação com seus irmãos, vizinhos e colegas. Os planetas que estiverem na casa 3 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos.
É difícil saber a hora de falar e de calar, a forma de dizer e também, dominar a arte de ouvir os outros e compreendê-los. Na Astrologia, Mercúrio simboliza a nossa capacidade de comunicação, as dificuldades e facilidades que temos de entrar em contato e aprender com as pessoas que passam por nossa vida. Será que você tem consciência de como anda administrando este setor da sua psique? Confira com a astróloga Graça Carvalho
MERCÚRIO:
Elemento : Ar ;
Polaridade : Masculina, positiva;
Eixo: Gêmeos/Sagitário;
Ritmo: Mutável. Casa III - Gêmeos ;
A trilogia de ar: Gêmeos, Libra e Aquário;
A energia do Ar é muito importante, corresponde à energia mental, do pensamento. As questões relativas ao ar se incluem na esfera da comunicação, dos relacionamentos, conhecimento, das idéias, da capacidade verbal, harmonia e da reconciliação entre os opostos. No mito, ele é Hermes e Mercúrio. É Hermafrodita, une os dois sexos em uma só energia, isto é, reúne partes que aparentemente estão separadas, mas que se complementam e se juntas, formam um Todo indivisível.
O primeiro contato com o elemento Ar nos leva a verificar a natureza de nossa comunicação, a aprendermos a nos integrar com as pessoas. Este será um tempo para nos dedicarmos a aprender mais sobre nós mesmos e aos contatos emocionais, que são os temas do Planeta Mercúrio.
Mercúrio é aquela energia que sentimos como a curiosidade, o interesse pelo aprendizado, o comércio, a oratória, enfim, toda essa energia que nos move para o "encontro" com o outro ou com os outros. Quanto mais cedo, melhor para aprendermos a observar o nosso movimento, o vai e vem que é peculiar àqueles que têm um Mercúrio em posição forte no Mapa e ficarmos atentos ao perigo de colisão que esta rapidez provoca, gerado por uma falta de sinalização. Essa energia de Mercúrio pode ser tão forte para alguns, fazendo até mesmo mudar de assunto durante uma conversa que o outro nem percebe e não entende mais nada. Ou, bons falantes, conversando horas sobre um assunto que acabaram de ouvir e nem sequer sabem do que se trata.
Um Mercúrio forte no Mapa nem sempre significa uma mente lógica, analítica, pensamentos organizados. Muitas vezes, quando por exemplo um Mercúrio na Casa I em trígono com Urano na Casa V, pode dar uma procissão de idéias, bastante criatividade, pensamento ágil, raciocínio veloz, mas também, bastante errática.
É importante verificar se nós estamos circulando ou atropelando, traumatizando. Vamos verificar com quem estamos falando, se estamos dando atenção ao que os outros falam. O que será que estamos derrubando nos outros? Será que não colocamos carga emocional demais? É através da observação que podemos tentar melhorar o contato.
Como é que eu faço o contato emocional? Que tipo de relação é gerada quando eu faço contato emocional com o outro, como eu estou equilibrando essa relação de ensinar e aprender, do ouvir e do falar, do viver. Essa relação tem que ser equilibrada, se fizer uma coisa a mais que a outra, desequilibra. Por isso, Gêmeos (regido por Mercúrio) é representado por duas colunas abraçadas e o mito conta a história de dois irmãos inseparáveis, Castor (mortal) e Pólux (imortal)*. Devemos estar atentos às duas situações comuns na energia mercurial: se é com muita força, com carinho, com criatividade ou com austeridade.
Entretanto, em termos de energia, mesmo sem saber especificamente qual a posição de Mercúrio em seu Mapa, você pode observar qual é a forma de circular e se comunicar, a maneira como você expressa esse planeta, como ele atua em você. É só observar que logo saberá. O objetivo do elemento ar e especificamente de Mercúrio é o da comunicação, do contato emocional. O que temos que observar é a forma como cada um entra em contato com as pessoas em nível de emoção. Com que carga emocional eu me aproximo das pessoas, de que forma eu me comunico melhor, que fator emocional interfere em minha qualidade de relacionamento? E como a Casa III (natural do signo de Gêmeos e do planeta Mercúrio) tem a ver com aprendizado, teremos que aprender e melhorar com essa circulação, porque não estamos sós em nível emocional.
CASA 4
A família é algo fundamental para o alicerce da sua vida emocional, mesmo que você já tenha saído da infância ou da adolescência. Saiba do que você precisa para lidar melhor com as suas raízes e construir o seu Lar de forma harmoniosa, através do significado da quarta casa astrológica.
O que deixa você em baixo astral? Você já parou para observar os seus altos e baixos? O que faz você mudar de humor? Qual a sua reserva emocional? O que lhe desencanta? Você é muito "desencantado" e está sempre confundindo as coisas? Já se perguntou o que realmente lhe encanta nessa vida? Essas observações fazem com que a gente se conheça melhor, fundamentando nossos sentimentos.
O setor do seu mapa do Céu que pode responder a estas perguntas é a Casa IV (leia sobre as casas astrológicas). Mesmo que você não tenha Mapa, não é difícil perceber, em seu cotidiano o que lhe faz perder a terra em nível emocional, o que lhe deixa em baixo astral, naquele mal estar que "fingimos" não saber o que é para não termos que encarar. E, principalmente, quando o assunto é família.
A Casa IV tem várias aplicações, além do psicológico, é a parte incontrolável dentro de nós mesmos. Normalmente as energias, mesmo conhecidas, são descontroladas, porque estão na Casa da meia noite e não recebem luz. Para entrar nesse reino, só através do sentir e do sonhar.
Observe como cuida de você mesmo: sente-se enraizado? Como se sente em relação à família? Raivoso, irado, magoado, carente? E o que você tem feito em relação a isso? Ou anda tão ocupado e preocupado com a carreira e os compromissos e passa a maior parte do tempo longe do lar? Às vezes estamos tão identificados com nossas atividades, com aquilo que vemos, que esquecemos de ver a nós mesmos, à nossa família.
A Casa IV representa aquele local que nós vamos quando estamos sozinhos, dentro de nós mesmos. Uma questão importante na casa IV é o ambiente em que vivemos. Que tipo de atmosfera criamos em nosso lar, o que atraimos para nós nesse ambiente, onde nos identificamos com ele. Essa ambientação só acontecerá realmente quando o "astral" estiver muito bom dentro da sua casa e ela for realmente um Lar, aqui significando família. A família é que torna possível essa ambientação, dentro desse plano se desenvolvem coisas que são necessárias, certas imagens fundamentais, por isso a família é muito importante no desenvolvimento de uma pessoa. Mesmo a pessoa estando independente, morando em outra cidade, haverá sempre alguma coisa para ser visto junto da família.
Este é o setor que simboliza o SENTIR e o SONHAR. É aqui que podemos ver a sua relação com a sua família, com o seu lar. Além das suas raízes emocionais, que estão em sua infância, na casa quatro você pode analisar onde e de que natureza é os "fantasmas" que foram gerados em seu passado. Os planetas que estiverem na casa 4 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
CASA 5
Todos precisam da alegria para viver bem. Você tem concentrado as suas energias para fazer com que seus dias sejam mais felizes? A sua capacidade de brincar, divertir-se, estar alegre e criar é analisada na Astrologia através da sua Casa V. É nela também que você pode conhecer o que te dá prazer e como são as suas criações. Confira com a astróloga Graça Carvalho.
A Quinta Casa Astrológica, relacionada ao signo de Leão e ao elemento Fogo, é o setor prático da sua vida. Nela você pode descobrir como tem curtido os seus dias, como "gosta emocionalmente" e reage quando encontra algo com que tem afinidade. Determinadas coisas na sua vida são capazes de produzir com você uma relação na qual existe um mútuo reconhecimento, onde as duas naturezas se absorvem, se enchem, se plenificam.
Todas as questões do seu prazer e da alegria podem ser vistas na Casa V. A alegria é algo de grande importância em qualquer parte da vida a nível emocional, já que quando você realiza algo com ela, o resultado é muito superior ao alcançado se a situação fosse inversa. A técnica empregada para realizar aquela atividade é diferente, há diferença no objetivo e termina havendo uma diferença de conseqüência. Você pode fazer muito para se dar um pouquinho mais de alegria. Basta um pouquinho a mais de prazer para que novos caminhos sejam abertos, tornem-se mais livres, desimpedidos. Com alegria, as coisas se esquentam e despertam.
Quando entramos frios nas situações, as coisas também estão de alguma maneira um pouco congeladas. A alegria é a capacidade de tirá-las do gelo e fazer com que adquiram uma velocidade toda especial. São nestes momentos que temos a impressão de que aquilo tudo está sorrindo. Você sabe a partir de quê, as coisas estão sorrindo para você e estão lhe alegrando?
Na casa cinco, a Astrologia analisa o que você precisa para viver alegre e com prazer. É aqui também que estão simbolizados os namoros e as diversões. Mas todo prazer deve produzir bons frutos: os filhos - tanto os de sangue quanto aqueles que nascem de suas idéias, como um livro ou um projeto - também são departamento da 5. Os planetas que estiverem nesta casa mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
Antes de chegar a essa verdadeira alegria, você precisa pensar também como é que anda centralizando as coisas emocionalmente, como você é capaz de brilhar. Se você centraliza a sua força, por exemplo, que é a energia representada por Marte, aquilo vai oferecer um prazer lhe tornando um herói. Aqui estamos discutindo a questão fundamental do sorriso, da alegria e do prazer e isso não é uma coisa achada, é algo que temos que nos carregar para poder atingir. Temos que considerar que existe uma cota de alegria que acontece ao acaso, tudo bem, que seja bem vinda. Mas existe a cota que é do nosso caso, o que "eu" posso fazer. É a história da centralização, eu tenho que centralizar algo, pois com essa cota, eu vou ter chance de obter aquela alegria.
Quando algo está no centro, a possibilidade de cair e se perder é bem menor do que aquela que está na beiradinha. Então, como você está centralizando suas energias em prol de uma vida mais alegre e mais saudável? Você está sabendo colocar no centro essas energias? Você está se concentrando em determinadas coisas que são importantes para o seu sorriso? Nas coisas que você gosta, com as pessoas que gosta, com as situações que podem lhe dar prazer? Como você centraliza isso, será que deixa de investir o necessário, ou entra em excesso? Temos que ter uma medida para que essa energia seja impulsionada e permita que as coisas aconteçam com prazer. Todos os signos de Fogo impulsionam: Aries, o primeiro, impulsiona pela própria natureza; o segundo de Fogo, Leão, impulsiona pelo prazer e Sagitário, o terceiro de Fogo, pela sabedoria. Os signos de Fogo são energias que arrastam e entusiasmam.
Exemplos: Quem tem Urano na Casa V, deve jogar o jogo emocional do prazer - o jogo de fazer o que gosta - brincar com a vida (no bom sentido), de forma infinita, significativa, porém, diferente. Esta pessoa brinca de inventar, sempre inventando alguma coisa, porque Urano é o inventor, é o criador. Para que a pessoa entre e participe desta festa, tem que ter um sentido, tem que ter um significado e naquele significado, ela tem que se sentir livre para poder criar.
CASA 6
Durante a sua vida, é preciso manter sempre a "casa" limpa, jogar fora todas as impurezas materiais e emocionais que andam obstruindo o seu caminho. A única forma de realizar esta tarefa é através do trabalho. O setor prático da Astrologia que analisa os seus potenciais e dificuldades nesta área é a Casa VI (leia mais sobre as casas astrológicas). Confira, com a astróloga Graça Carvalho, como realizar melhor esta faxina diária e livrar-se das impurezas que se acumulam durante a vida.
É nesta área do mapa que a Astrologia analisa o seu TRABALHO e sua saúde física. É o ponto de "limpeza" da sua vida, onde você precisa liberar todas as toxinas que contaminam a sua psique. Na casa seis está simbolizado o seu trabalho cotidiano, aquele que, com suor, você precisa realizar para limpar-se. Os planetas que estiverem na 6 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
A sexta casa do zodíaco, regida por Ceres, é a limpeza e a saúde. Todas as sujeiras acumuladas em relação ao seu comportamento, seus ganhos, estudos, família e prazeres são "varridas" para a Casa VI, onde serão eliminadas. Como analogia, pode-se dizer que a casa VI é o "intestino" do mapa. Tudo na vida necessita de organização e reciclagem para que se consiga resultados práticos.
Enquanto na Casa IV descobrimos nossa discreta identidade, na V nos revelamos, na VI temos uma relação direta com trabalho e a saúde. É nela que descrevemos nossa atitude em situações que comandamos ou que somos comandados. É nesse setor que escolhemos um trabalho para ser feito de maneira sincera e metódica, que funciona como um meio de cura para o egocentrismo e o egoísmo presente em nós.
A escolha do método a ser empregado é de extrema importância, para que os objetivos sejam alcançados de uma maneira mais consistente, rápida e integral. A ordenação dos procedimentos é algo predisposto na natureza.
Esta procura de uma metodologia para o trabalho também deve existir em relação ao emocional. Temos que aprender a botar para fora tudo o que não nos serve emocionalmente, da mesma forma que fazemos no sentido fisiológico. Saber se livrar deste dejetos é fundamental para uma melhor saúde.
No zodíaco, as casas práticas são a II, a VI e a X. Elas determinam a importância do uso de um método para a resolução de problemas imediatos. A Casa VI, especificamente, trata das coisas práticas que podemos fazer em relação às nossas emoções.
O início de qualquer limpeza mais profunda é uma grande faxina para desobstruir todas as saídas. Sabemos que se pintarmos todo o corpo com uma tinta, morreremos de intoxicação, porque os poros são bloqueados e não conseguem eliminar o suor que libera as toxinas do corpo. Como a Casa VI, é o grande lixeiro do zodíaco, em que todo o lixo das casas anteriores é colocado, o trabalho de limpeza nela é dobrado. O planeta e o signo que estiverem ali colocados têm que ser trabalhados com maior atenção, já que é para lá que serão enviadas e processadas todas as formas de lixo das outras casas. O trabalho de limpeza feito na casa VI trata do nível das relações materiais, enquanto a casa XII se ocupa do nível espiritual.
Um exemplo desse tipo de organização no dia-a-dia é a questão da realização financeira. É através do dinheiro que se ganha no trabalho que você pode se estruturar para fazer outras coisas... Estando pronto para estas tarefas, você tem condições de se enraizar. Neste setor prático da sua vida, é preciso realizar o trabalho de forma ritmada, com patrão, horário e disciplina.
A Casa VI é de grande importância no mapa, porque é através do trabalho que conseguimos estrutura para produzir saúde, enraizamento e centramento, entre várias outras coisas. Ela nos leva a lembrar que existem deveres a serem cumpridos antes de direitos usufruídos. O importante é que trabalho seja bem feito.
CASA 7
Por que temos tanta necessidade das outras pessoas? E por que o nosso convívio com elas é tão complicado? A astróloga Graça Carvalho vai apresentar a você o setor prático da sua vida que fala dos relacionamentos, a sétima Casa Astrológica. Todos os seres humanos buscam um complemento, mas será que sabem ceder para que haja harmonia entre o "eu" e o "outro"?
As doze casas do mapa do céu são divididas em quatro setores:
O primeiro é representado pela As (Ascendente),o segundo pelo IC (Imun Coeli ou Fundo do Céu), o terceiro pelo DS (Descendente) e o quarto pelo MC (Meio do Céu). O signo descendente é aquele que estava na mesma posição onde ocorre o pôr-do-sol, descendo na linha do horizonte, na hora do nascimento de uma pessoa.
Este é o espaço onde a Astrologia analisa o "outro" em sua vida. O que você espera das outras pessoas, o que existe nelas que falta em você, o que os outros trazem para complementar a sua personalidade? É esta a área onde estão simbolizados os CASAMENTOS, tanto os afetivos quanto os profissionais. Os planetas que estiverem na 7 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida e o que você precisa que o "outro" lhe ensine; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

Ele apresenta situações naturalmente opostas em relação ao signo do Ascendente, que nascia na linha contrária. Enquanto o ascendente representa a autoconsciência, o descendente é a Complementação, o ocaso da alma, é a consciência do outro.
O descendente ou terceiro quadrante, ponto cardeal, é iniciado pela Casa VII. Aqui, inicia-se a aprendizagem da complementação, a sabedoria de que não estamos sós, que o outro pode ser o nosso espelho e que muito sobre nós mesmos poderá ser compreendido através dos contatos, dos relacionamentos, das sociedades, dos casamentos. Casamento entende-se qualquer relacionamento baseado em compromissos mútuos, contraído legalmente ou não. Embora seja mais conhecida como a casa do casamento, é também curiosamente indicada como a "Casa dos inimigos declarados".
A Casa VII representa o encontro do homem com o Sagrado, na medida em que ele se desvencilha da prisão de "sua vontade" e passa a perceber que existe algo divino nos encontros dessa existência, e de que nada acontece por acaso, mas sim, por ocaso. Os encontros que acontecem são "colocados" em nossas vidas como se fossem provações, exercícios para unir a nossa alma, que é bastante fragmentada, através de uma outra história de natureza mais transcendental, definitiva em nossas vidas. Se isso não for visto numa relação, perderemos não só a relação, mas a possibilidade de crescer nela e com ela.
Assim como o Sol, em sua natureza, tem que se pôr para que a noite nasça, as pessoas também necessitam se retirar por um momento para dar espaço ao outro. E na hora que esse Sol se põe, nós, que surgimos com ele na Casa I, no momento do nascimento, teremos que se pôr com ele, também. O caso é que nós não estamos acostumados com as trevas, a sair de cena e deixar que o outro ou uma outra coisa brilhe em nosso lugar e ocupe o centro.
Aqui é bom ficar claro a importância de se pôr. Se pôr significa deixar de fazer determinada coisa que queremos e fazer aquilo que o outro prefere. Claro que o casamento perfeito é aquele em que o outro faz o mesmo. Todos nós temos uma Casa VII, logo, todos têm o seu momento de se pôr, e quando isso não acontece, vêm as frustrações e as insatisfações, seja no nível emocional, afetivo, profissional ou de amizades.
Se retirar do centro significa anular sua vontade para atender o que for necessário em benefício do outro. É esquecer nossos próprios desejos e vontades e priorizar o assunto alheio, entrar em ocaso, deixar que algo ou alguém brilhe em nosso lugar enquanto ficamos nos bastidores. Assim, extrairemos de cada relação o que ela pode nos dar, com espontaneidade e naturalidade, de acordo com o equilíbrio da Vida. Afinal, relacionamento significa equilíbrio. Na "Casa do Outro" devemos esvaziar nosso egocentrismo e de uma forma prática e harmoniosa, deixar que os outros brilhem. Dar o que temos para dar, em vez de cobrar aos que não tem o que nos oferecer e receber dos que tem com satisfação.
A casa VII representa Eros, deus da emoção, oposto à Psique, representante da razão, da Casa I. Segundo a mitologia, Eros chega na calada da noite e foge antes do Sol raiar para que Psique não o veja. Só existe uma maneira de perceber Eros: colocar para fora o excesso de individualidade, de sol presente que a gente tem na vida. Só esvaziando nosso ego é que abriremos um espaço para conhecer a energia do amor, de Eros. Para isso, não é necessário criar novas relações e sim trabalhar as que já existem.
Com isso, aprenderemos a "prender" o Eros em nosso cotidiano, seja dia ou noite. Colocando o outro e as relações importantes que fazem parte da nossa vida no centro. Com justiça e equilíbrio estamos aptos a ir recebendo de cada coisa ou pessoa o que cada um tem para dar. Concentrando nossas energias, tempo, espaço e dinheiro no outro, podemos descobrir que as coisas são muito mais bonitas do que percebíamos anteriormente. Experimente.
CASA 8
A vida de todos nós é imprevisível. Sem sabermos como, nem porquê, algo que nunca pensávamos perder, sai das nossas mãos. A vida começa a mudar, coisas inesperadas acontecem e pequenas ou grandes perdas vão se tornando freqüentes. Vamos perdendo as coisas que havíamos conquistado e as pessoas que nos cercam. As coisas parecem não mais dar certo e ficamos com uma sensação de que estamos sendo enterrados vivos. Será?
A Casa VIII representa exatamente todos os tipos de perdas emocionais que acontecem conosco. Perdemos a carga de emoções que acumulamos durante toda a vida e da qual precisamos numa certa altura para que nós possamos nos desprender dela e atingir outros objetivos. É a hora de encarar situações que não fomos educados para entender nem para aceitar. Somos educados para ganhar, ganhar e ganhar.
A casa oito é a mais misteriosa do mapa, pois é nela que estão todas as coisas mais escondidas da sua personalidade, esperando por serem reveladas. É o "casulo" onde você precisa TRANSFORMAR, depositar suas "lagartas", a fim de que se transformem em borboletas. Todas as perdas e heranças da sua vida também estão simbolizadas aqui. Os planetas que estiverem na 8 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
Em geral, nossa reação imediata diante da perda é de luta, de novas tentativas, de busca por saídas rápidas. A oportunidade deveria ser de "dar um tempo", parar e ver qual setor da nossa vida que está precisando ser melhor compreendido e muitas vezes, no final de uma crise, resta algo novo, nascido daqueles momentos difíceis, até mesmo um potencial escondido e só agora descoberto.
A oitava Casa do Zodíaco também simboliza o local de limpeza e despejo desses excessos emocionais. Ela provoca situações embaraçosas para que algo em nós mesmos seja descoberto, algo que não havíamos percebido, por nossa escassez de percepção, de atenção. Quantas mortes, mistérios, segredos e raptos acontecem em nosso dia-a-dia? Será que estamos atentos a eles? Que segredos e mistérios existem nas perdas? Quantas vezes repetimos gestos, medos e raivas sem sabermos porque?
Estamos falando da perda dos excessos, daquela bagagem que vamos colocando em nosso barco, sem a utilizarmos nem conseguir nos desvencilhar. Então vem a vida e faz a "limpeza", no sentido até de evitar o peso excessivo para que possamos continuar nossa viagem e não afundarmos o barco.
As vezes, perdemos porque não damos tempo para que as coisas amadureçam suficientemente e possam chegar a uma realização. Na tentativa, em vão, de não perder, muitas vezes matamos a possibilidade de ver a frutificação e plenificação emocional das coisas.
Plutão, o planeta regente da Casa VIII, simboliza o aprofundamento, a regeneração, a transformação. As gerações degeneram e Plutão regenera, no sentido de aproveitar coisas ou fases ruins e inferiores. O Lotus que é uma das mais belas flores do mundo, nasce do lodo; a lagarta, um bicho pequeno, que queima, entra no casulo para virar uma borboleta. É esse o grande mistério produzido na Casa VIII, o da alquimia, da transformação da pedra em ouro, da mudança de energias ditas negativas em positivas, assim como a terra transforma excrementos em adubos. No momento em que eu estou vivo e o mundo está vivo, tenho algo de bom para retirar do mundo e uma coisa boa para dar para o mundo, e isso acontece em todas as épocas e lugares diferentes, com unanimidade, entre todos.
Todos nós temos um lado "de fora" que precisa brilhar, mas é necessário olharmos para dentro e procurarmos uma sombra que não se deve temer. Ver as coisas pelo outro lado é algo que não deve ser ignorado. Podemos sentir medo e em vez de tentarmos ir fundo e investigar, nos retiramos. Em vez de ver o invisível nos outros, preferimos vestir o capacete (adereço de Plutão) e ficarmos nós mesmos invisíveis.
Devemos ter cuidado com o medo, que nos impede de criarmos casa, de amadurecer. E nós nunca estaremos curados se o outro não estiver também, seja este quem for. Isso significa que quando enxergamos uma situação emocional arruinada, destrutiva nos outros, não podermos fingir que não vimos, nem nos recolhermos porque sentimos medo. Por outro lado, também não podemos partir para a agressão, para afastar o que tememos.
Morremos todos os dias, a todo instante. Morremos todas às vezes que fazemos uma opção, quando mudamos de emprego, cada vez é deixado para trás aquilo que havíamos nos esforçado para conseguir. Todas as vezes que assumimos uma nova postura, uma nova opinião, estamos renascendo. É preciso matar o velho para que o novo surja. Devemos sempre olhar para a nossa bagagem interior, o que carregamos na vida e que na verdade não nos serve mais.
Por isso toda atenção nos momentos de crise e de perdas. Eles podem ser a grande possibilidade da vida. Se não, por sermos tão apegados emocionalmente, por não nos darmos conta de nossa emoção, por não promovermos uma limpeza emocional, perdemos mais do que deveríamos e impedimos nosso próprio crescimento. As vezes, matamos dentro da gente uma capacidade "estranha", uma emoção, um pressentimento, simplesmente porque não aceitamos penetrar na sombra nem de nós mesmos muito menos na dos outros.
CASA 9
"Uma cruz não é para ser arrastada, e sim para ser erguida" Santa Tereza D' Ávila
Qual é a filosofia emocional da sua vida? Depois de passar pelas perdas, choques e "mortes" em seu cotidiano, é preciso ser como a Fênix que, de maneira elevada, renasce das próprias cinzas. Este é o sentido da nona casa astrológica, o setor prático da sua vida que simboliza a maneira como você conduz e refina suas emoções, além de indicar quais são os critérios e valores capazes de elevar os seus sentimentos.
Para alcançar esta sutiliza emocional, livrando-se das coisas grosseiras, todos precisam de princípios que possam religar o cotidiano a algo maior. Existem outras formas e critérios de pensar o mundo, diferentes daquelas que você está habituado. Ir buscar estes novos princípios é realizar a longa viagem proposta pela casa IX, colocando sua visão e sentimento no ponto mais alto possível.
Aqui, a Astrologia analisa qual é a sua FILOSOFIA de vida e do que você precisa para lançar-se em viagens mais elevadas, em termos de conhecimento e sabedoria. Esta casa está muito ligada ao ato de "romper fronteiras", ir mais longe. É onde estão simbolizados a sua RELIGIÃO, as longas viagens e os cursos superiores. Os planetas que estiverem na 9 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
A sua filosofia emocional é o conjunto de critérios que você utiliza para sentir a vida cada vez melhor. Qual é o princípio e de que forma você tem conduzido a sua emoção para isto? Realizando a longa viagem que o seu cotidiano precisa, você será capaz de renascer e sublimar as suas atividades.
A Casa IX traz sempre esta elevação e um refinamento sentimental. O planeta que estiver presente nesta casa em um Mapa do Céu vai funcionar como uma peneira, que não deixa passar as emoções grosseiras e baixas.
Além de estar ligada às grandes viagens, a Casa IX também fala dos estudos elevados, diferentes dos realizados na casa III, da qual é oposta. Na III, o astrólogo poderá identificar a aprendizagem e a comunicação de uma pessoa; já na IX, ele verá como esta pessoa interpreta estas informações, estabelece uma linha e as dirige para o infinito, para o transcendente. Na III acontece o estudo, a primeira lição e aprendizado da vida; na IX, surge a sabedoria.
A religião também é vista neste setor do seu Mapa do Céu. É através dela que adquirirmos a capacidade de sair do mundo e ir em direção ao absoluto, adquirindo clareza suficiente para guiar-se com persistência, paciência e lucidez. A religião não é uma questão individual, é universal, já que tem uma só finalidade: levar o homem a alcançar o que há de maior em sua vida, apurar a filosofia que utiliza durante o seu percurso e renascer através da sabedoria.
CASA 10
Este é o ponto máximo de um mapa, que começa com a linha do Meio do Céu: é o setor da REALIZAÇÃO, da PROFISSÃO, daquilo que uma pessoa faz de melhor. Nele, estão simbolizados com quais elementos uma pessoa vai trabalhar para atender ao seu "chamado", que é a sua vocação. Os planetas que estiverem na Casa 10 mostram quais são os planos emocionais envolvidos na profissão e uma pessoa; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
A décima casa astrológica, natural do signo de Capricórnio e regida por Saturno, simboliza a sua Profissão, aquele trabalho no qual você busca aperfeiçoar-se ao máximo e, com ele, atinge a sua realização. Ninguém pode atingir a Perfeição durante a vida, mas através desta casa, você provavelmente terá um vislumbre desta Perfeição.

A Casa X, que começa com a linha do Meio do Céu, é o ponto mais alto do zodíaco. Para saber onde ela fica, é só imaginar uma linha reta puxada verticalmente de nossa cabeça no instante do nosso nascimento para o ponto mais elevado do céu (no mesmo onde está o Sol quando é meio-dia). Só conseguimos enxergá-la se fizermos um esforço, "esticando" o pescoço, já que está acima da nossas cabeças.
A Casa X inicia o último quadrante do Mapa, ou seja, o último "conjunto" de três casas que contém um símbolo correlato. Ela marca o Impulso de Realização do ser humano, a meta mais alta que cada um deve atingir.
Mas será fácil esta tarefa, a de buscar a perfeição e o máximo de nós mesmos em um mundo tão imperfeito? Diante da desarmonia que nos cerca, como nos inspirar e aspirar o melhor?
CASA 11
Para sermos livres, precisamos antes conhecer nossos limites emocionais - os condicionamentos mais entranhados em nosso padrão de comportamento, aqueles que repetimos automaticamente - para depois livrarmo-nos deles. É na 11ª casa astrológica que encontramos estes possíveis condicionamentos e, também, uma dica de como vencê-los. Neste setor prático da nossa vida não podemos ser autômatos, devemos usar a mente para a realização de ideais e da criação.
Este é o seu ponto de LIBERTAÇÃO no mapa astrológico. É aqui que acontecem as possibilidades de livrar-se de todos os condicionamentos e soltar os seus POTENCIAIS, em prol de ideais e projetos que favoreçam não só a você, mas a toda humanidade. Os planetas que estiverem na Casa 11 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
Você está preso e subordinado a quê? A quem ou a o quê entrega a "sua cabeça" para que seja "feita"? Será que não está muito subordinado às necessidades da matéria, a tal ponto que é impedido de até mesmo olhar o céu? Quando mantemos a cabeça abaixada, acabamos por olhar somente o nosso próprio umbigo. Olhar o céu é libertar-se, é tomar conhecimento do infinito, eterno e do perfeito.
Quando falo matéria não me refiro à Terra, à mãe Gaia, pois é a Terra que nos dá o sustento, oferece a base para os nossos pés e serve como nosso ponto de apoio. Não podemos olhar o céu e voar em nossa imaginação sem termos as bases bem plantadas, os pés confortavelmente e amorosamente bem integrados à Terra. Estar subordinado significa estar pensando apenas em sucesso pessoal ou em uma liderança que atenda somente a nossa vaidade. Um ideal só é realizado quando totalmente liberto da necessidade de aplausos, de reconhecimento pessoal, de glórias e honras. Libertar-se das vaidades, do orgulho e do ego é criar asas para voar e possibilitar verdadeiras criações.
Cada um precisa libertar-se da bola de ferro que o prende e aumenta cada vez mais. Esta "bola de ferro" é o condicionamento que não nos deixa caminhar, quanto mais voar. Libertados desta corrente, devemos então analisar o que podemos fazer com nossa humanidade e potencialidade.
Todos temos nossas sementes ainda não plantadas. Para que esta sua potencialidade desabroche, você precisa pensar e fazer circular suas idéias. É preciso pegar a faca e cortar o queijo, e não manter um potencial para nunca ser realizado. Libertar-se dos condicionamentos não significa encontrar as potencialidades, mas significa que é por ali que emocionalmente você pode encontrar a sua libertação.
Para alcançarmos este vôo, nada melhor do que estar leve, sem apegos ou padrões de comportamento repetitivos. É imprescindível que você tome consciência da vida que está levando, o que anda fazendo com suas idéias, ideais e capacidade de realizar seus potenciais. O que você tem feito com o seu poder maior, doado a todos os homens, que é o Dom do Livre Arbítrio? Como tem feito suas escolhas? Ao menos tem utilizado esse potencial maior, que é a capacidade de decidir sua própria vida?
Para saber decidir bem, o primeiro passo é romper com os condicionamentos e deixar para trás os pesos que não lhe deixam voar. Temos as chaves para abrir nossos compotas e deixar a alma sair, temos o livre arbítrio, temos o pensamento. Se pararmos para pensar, o mínimo que seja, já estaremos nos libertando de várias bolas de ferro. O pensamento é uma grande chave para a verdadeira liberdade. Pense um pouco mais antes de agir.
CASA 12
O último setor prático de um Mapa do Céu analisado pela Astrologia, a casa XII, é o ponto que mostra a sua missão em ser co-participante do grande espetáculo do Universo, que é a Vida, buscando a Unidade de todas as coisas.
É muito natural que, dentro de algumas destas situações, você acabe sentindo-se ferido, tendo sido desviado dos seus planos e projetos. O importante nestes momentos é não perder tempo com reclamações e lamentos, mas entender como você pode tornar-se um canal para que o Sagrado aja através de você. Quando não há esta percepção, o que seria sacro-ofício torna-se sacrifício, um dos mais freqüentes artifícios que as pessoas utilizam para não ficarem nulas diante do Maior e fazerem parte do grande espetáculo da Vida.
Quando bloqueamos a nós mesmos e deixamos de ser um canal para que o Sagrado aja através de nossos atos, evitando assim os sacrifícios, esta omissão acaba por gerar algo muito pior, que é o sentimento de tristeza, vazio e a depressão. Todo o sofrimento desnecessário nasce quando as pessoas tomam atitudes que as separam da Unidade.
Todos têm um "trabalho sagrado" a fazer durante a vida. Este é o setor do seu mapa que analisa o SACRIFÍCIO (ofício sagrado) pelos outros, aquilo que você precisa DOAR, sem olhar a quem e nem esperar nada em troca. Na Casa 12 também está simbolizada a sua saúde emocional, já que quando nos negamos a doar este dom que possuímos, acabamos por ficar deprimidos e vazios. Os planetas que estiverem na 12 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.
A verdade é que ninguém nasceu, à luz da Tradição, para o sofrimento. Mesmo assim, todos os seres humanos sofrem e muito. Esta contradição acontece porque as pessoas deixam de contemplar o mais belo e sublime de todos os espetáculos, que é a vida, e perdem a noção de que esta beleza só pode ser realizada através delas próprias.
As pessoas transmitem, umas para as outras, o apoio necessário para que vivam. Se alguém ajuda o outro, está, na verdade, servindo de canal para que uma energia maior passe através dele, muitas vezes mesmo sem perceber. Ao entregar-se, anular-se ao Sagrado, oferecendo-se como canal, você é alimentado e afasta a depressão e o sofrimento da sua vida. As pessoas que chegam para "beber" desta energia são chamadas "mendigos". Em vários momentos, você mesmo é mendigo e a outra pessoa está no papel de canal, repassando algo que você necessita para o seu crescimento e desenvolvimento. Isso não significa que um mendigo seja sempre amável e humilde, muitas vezes as pessoas aproximam-se e arrancam de nós algo que desejam, até de forma grosseira. O importante é reconhecer, nestas horas, um momento de anulação e doação.
A confusão começa quando você pensa que está repassando toda essa beleza para o outro. Ao imaginar que tudo que acontece em sua vida é de única e exclusiva iniciativa sua, você deixa de perceber a interferência da Unidade e passa a comportar-se como se ela não tivesse nenhuma responsabilidade sobre as outras pessoas e nem sobre as circunstâncias. E o pior: acaba pensando que as pessoas a quem você repassou algo lhe devem alguma coisa. Nestes casos, é bom nunca perder de vista que você é apenas um instrumento do Sagrado.
As formas desse contato com o Sagrado acontecem nas mais variadas situações da vida. Eles representam oportunidades de se "anular", de se oferecer como canal. Assim como uma simples mangueira derrama água sobre as plantas, fornecendo elementos para que vivam, nós também podemos canalizar o que o outro precisa para a seu desenvolvimento.
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sexta-feira, 16 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
No décimo quarto Arcano Maior do Tarot, A Temperança, não temos a presença do Louco/Herói. Em seu lugar vemos um Anjo Alado que literalmente desce à Terra. O que será que ele vem nos comunicar?
Anjos são mensageiros entre o Homem/Deus, Material/Espiritual. São eles que “transmitem suas [Deus] ordens e velam sobre o mundo.”, significando que há proteção espiritual quando sob sua influência.
Marseille Grimaud
A roupa que veste e os vasos que maneja são vermelhos e azuis, simbolizando ação e passividade, respectivamente. Representam aspectos duais: luz/escuridão, razão/emoção, ... O ato de verter água de um jarro para outro de forma calma e serena mostra a necessidade de harmonizar opostos. O líquido flui do jarro azul (espiritual) para o vermelho (material): é o fluxo de energia (vital) que se faz presente, é a manifestação do Divino através da figura do Anjo que por meio da transmutação proporciona uma maior espiritualidade ao Homem. É o encontrar “a medida certa” diante da dualidade. É o renovar-se, permitir que as influências superiores se façam presentes; é encontrar a paz interior.
Ao lado dos Arcanos A Justiça (VIII), O Eremita (IX) e A Força (XI) é uma das quatro virtudes cardinais, representa a moderação e a prudência diante dos prazeres, o “domínio da vontade sobre os instintos”.
No mundo atual, tal como ele se apresenta – onde imperam o materialismo, o egoísmo, a pressa, o desrespeito... – a “prática” das quatro virtudes cardinais está sendo deixada de lado. Vivenciar A Temperança, sendo paciente, ponderado, reflexivo, harmônico, prudente, é quase que uma afronta.
Diante disso vem o aspecto da Dor que a ele é atribuído. É comum perceber certa irritabilidade por parte de quem está sob os alertas desse Arcano. Afinal, ter que diminuir o ritmo para buscar a harmonização do aspecto físico/espiritual não é tarefa fácil. Mas não se esqueça: há um Anjo que veio para lhe ajudar!
“Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma...”
Paciência
Lenini e Dudu Falcão
Visconti-Sforza
A Temperança representa, portanto, o momento em que necessita-se de um tempo, de harmonia, de paz. Esse processo de conciliação pode tanto ser internamente quanto com questões externas. Mas é fato que não acontece no momento em que se quer – daí o aspecto moroso do Arcano – nem da forma como se deseja. Ao contrário, é quando consegue-se o equilíbrio (não o proposto pelo A Justiça) entre o consciente e o inconsciente, o material e o espiritual, e outras dualidades mais. E isso demanda tempo. Não dá para querer apressar o processo, pois pode-se deixar a água escapulir antes de cair no segundo vaso. E observando a carta, vê-se que ela não cai. Portanto, é no tempo que tem que ser, da forma que tem que ser.
Medieval Scapini
Considerações durante o jogo
Durante um jogo, vários fatores são importantes serem levados em conta para compreender o significado do Arcano naquele momento: método utilizado, significado da casa em que ele aparece e, principalmente, o contexto. Diante disso, as considerações que aqui serão citadas não compreendem significados deterministas do mesmo.
Harmonious Tarot
Estar sob a influência da A Temperança significa antes de mais nada estar protegido espiritualmente, o que é muito importante para um equilíbrio interno, possibilitando a harmonia e paz interior para que se possa conviver com o que é externo. Significa também estar mais reflexivo, avaliando mais (e melhor) a situação.
Em termos de realizações materiais, as coisas caminharão a passos lentos.
Numa casa negativa, ao contrário do dito anteriormente, significa a necessidade de dar uma pausa, talvez porque esteja-se negligenciando algo importante, não tendo autocontrole, sendo por demais precipitado e indolente, inclusive no que se refere à própria saúde.
Para relacionamentos afetivos, dependerá do tipo de relação, se são paqueras, namorados, casados, etc., e o contexto da situação. De qualquer forma, indica a harmonia entre as partes. Em caso de crise, não acontece a reconciliação, como alguns mencionam, mas a conciliação. Permanece o afeto, mesmo que uma das partes se vá.
Temperantia
Edward Burne-Jones, 1872
Quando o Anjo d'A Temperança se fizer presente, aceite as bênçãos que ele veio lhe trazer.
Anjos são mensageiros entre o Homem/Deus, Material/Espiritual. São eles que “transmitem suas [Deus] ordens e velam sobre o mundo.”, significando que há proteção espiritual quando sob sua influência.
Marseille Grimaud
A roupa que veste e os vasos que maneja são vermelhos e azuis, simbolizando ação e passividade, respectivamente. Representam aspectos duais: luz/escuridão, razão/emoção, ... O ato de verter água de um jarro para outro de forma calma e serena mostra a necessidade de harmonizar opostos. O líquido flui do jarro azul (espiritual) para o vermelho (material): é o fluxo de energia (vital) que se faz presente, é a manifestação do Divino através da figura do Anjo que por meio da transmutação proporciona uma maior espiritualidade ao Homem. É o encontrar “a medida certa” diante da dualidade. É o renovar-se, permitir que as influências superiores se façam presentes; é encontrar a paz interior.
Ao lado dos Arcanos A Justiça (VIII), O Eremita (IX) e A Força (XI) é uma das quatro virtudes cardinais, representa a moderação e a prudência diante dos prazeres, o “domínio da vontade sobre os instintos”.
No mundo atual, tal como ele se apresenta – onde imperam o materialismo, o egoísmo, a pressa, o desrespeito... – a “prática” das quatro virtudes cardinais está sendo deixada de lado. Vivenciar A Temperança, sendo paciente, ponderado, reflexivo, harmônico, prudente, é quase que uma afronta.
Diante disso vem o aspecto da Dor que a ele é atribuído. É comum perceber certa irritabilidade por parte de quem está sob os alertas desse Arcano. Afinal, ter que diminuir o ritmo para buscar a harmonização do aspecto físico/espiritual não é tarefa fácil. Mas não se esqueça: há um Anjo que veio para lhe ajudar!
“Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma...”
Paciência
Lenini e Dudu Falcão
Visconti-Sforza
A Temperança representa, portanto, o momento em que necessita-se de um tempo, de harmonia, de paz. Esse processo de conciliação pode tanto ser internamente quanto com questões externas. Mas é fato que não acontece no momento em que se quer – daí o aspecto moroso do Arcano – nem da forma como se deseja. Ao contrário, é quando consegue-se o equilíbrio (não o proposto pelo A Justiça) entre o consciente e o inconsciente, o material e o espiritual, e outras dualidades mais. E isso demanda tempo. Não dá para querer apressar o processo, pois pode-se deixar a água escapulir antes de cair no segundo vaso. E observando a carta, vê-se que ela não cai. Portanto, é no tempo que tem que ser, da forma que tem que ser.
Medieval Scapini
Considerações durante o jogo
Durante um jogo, vários fatores são importantes serem levados em conta para compreender o significado do Arcano naquele momento: método utilizado, significado da casa em que ele aparece e, principalmente, o contexto. Diante disso, as considerações que aqui serão citadas não compreendem significados deterministas do mesmo.
Harmonious Tarot
Estar sob a influência da A Temperança significa antes de mais nada estar protegido espiritualmente, o que é muito importante para um equilíbrio interno, possibilitando a harmonia e paz interior para que se possa conviver com o que é externo. Significa também estar mais reflexivo, avaliando mais (e melhor) a situação.
Em termos de realizações materiais, as coisas caminharão a passos lentos.
Numa casa negativa, ao contrário do dito anteriormente, significa a necessidade de dar uma pausa, talvez porque esteja-se negligenciando algo importante, não tendo autocontrole, sendo por demais precipitado e indolente, inclusive no que se refere à própria saúde.
Para relacionamentos afetivos, dependerá do tipo de relação, se são paqueras, namorados, casados, etc., e o contexto da situação. De qualquer forma, indica a harmonia entre as partes. Em caso de crise, não acontece a reconciliação, como alguns mencionam, mas a conciliação. Permanece o afeto, mesmo que uma das partes se vá.
Temperantia
Edward Burne-Jones, 1872
Quando o Anjo d'A Temperança se fizer presente, aceite as bênçãos que ele veio lhe trazer.
sábado, 10 de março de 2012
Entendendo a hora certa de desapegar...
Caros viajantes,
navegando pela Internete, me deparei com este primoroso texto sobre o Arcano Treze, escrito por minha amiga,
Alethea em seu belíssimo site Alameda das Fadas e tomei a liberdade de compartilhar com vocês...
Entendendo a hora certa de desapegar...
Há momentos na vida em que devemos ouvir o relógio interno e saber que é hora de desapegar, abrir mão, deixar pra trás, sair da tensão e simplesmente, soltar... Há pessoas que logo que percebem este movimento interno, agem; outras, gostam de segurar mais um pouquinho, não importa... O que importa é que uma hora a gente reconheça que não adianta o que se faça, precisamos limpar de nossas vidas, situações que não trazem mais crescimento.
Isto não quer dizer que erramos ou que não tentamos, simplesmente, precisamos reformular tudo... Dar um tempo, fazer de outra forma ou nem fazer mais... Se você deixa, a vida se encarrega de ir mostrando o caminho, mas pra isso, você tem que soltar, deixar-se levar e fluir com ela.
Para alguns isso dói, para outros, dói menos e outros ainda sentem alívio... Não há regras, não há cartilhas de como lidar com esse sentimento de perda... Que na verdade, não é perda... É apenas uma passagem, um portal para novidades, que podemos olhar com otimismo ou não... Tudo depende de cada um.
Tem gente que chora, tem gente que traumatiza e se recusa a viver o novo, passando a viver pra sempre de passado; tem gente também que se alegra e tem a esperança de um futuro melhor.
O livre-arbítrio é isso! O destino chega, bate à nossa porta e aí escolhemos como vamos vivenciar o novo... Tem gente que acha que não é escolha e sim tragédia... Bem, pode ser, tudo depende dos olhos de quem vê e do coração de quem sente... Mas ficar na dor por tempo indeterminado e em alguns casos, pra sempre, é escolha sim, de alguma forma, nem que seja uma escolha inconsciente... Escapismo, fuga da realidade... Aí devem entrara os remédios, a bebida e a droga...
Cada um vive e experiencia sua dor, sua perda de um jeito, dependendo de seu temperamento e de sua disposição para lutar.
Claro que há momentos de maior fraqueza e precisamos de ajuda pra nos levantarmos... Mas devemos ser humildes e aceitar a ajuda que vem, a mão que se disponibiliza a nos ajudar... Tem gente que tem tanto orgulho, que nem isso valoriza ou aceita.... E acha que deve fazer tudo sozinho, mesmo quando não tem mais forças...
Tem muita dor no mundo, há muitas perdas, mas estamos aqui com o único propósito de evoluir, aprendendo a amar, a ser amado - sim, tem gente que não lida bem com o fato de ser amado - e a desapegar...
O desapego é uma das lições mais duras da vida, na minha opinião... Saber lidar com a eterna impermanência das coisas deste mundo é mais que conhecimento, é sabedoria; e onde há vida há dinamismo, há movimento... Águas paradas e corpos inertes apodrecem... A estagnação traz a frustração... Então, vamos ser corajosos e aceitar as mudanças que a vida traz, pois isso é vida! Isso é alegria! Isso é renovação!
Caros viajantes,
navegando pela Internete, me deparei com este primoroso texto sobre o Arcano Treze, escrito por minha amiga,
Alethea em seu belíssimo site Alameda das Fadas e tomei a liberdade de compartilhar com vocês...
Entendendo a hora certa de desapegar...
Há momentos na vida em que devemos ouvir o relógio interno e saber que é hora de desapegar, abrir mão, deixar pra trás, sair da tensão e simplesmente, soltar... Há pessoas que logo que percebem este movimento interno, agem; outras, gostam de segurar mais um pouquinho, não importa... O que importa é que uma hora a gente reconheça que não adianta o que se faça, precisamos limpar de nossas vidas, situações que não trazem mais crescimento.
Isto não quer dizer que erramos ou que não tentamos, simplesmente, precisamos reformular tudo... Dar um tempo, fazer de outra forma ou nem fazer mais... Se você deixa, a vida se encarrega de ir mostrando o caminho, mas pra isso, você tem que soltar, deixar-se levar e fluir com ela.
Para alguns isso dói, para outros, dói menos e outros ainda sentem alívio... Não há regras, não há cartilhas de como lidar com esse sentimento de perda... Que na verdade, não é perda... É apenas uma passagem, um portal para novidades, que podemos olhar com otimismo ou não... Tudo depende de cada um.
Tem gente que chora, tem gente que traumatiza e se recusa a viver o novo, passando a viver pra sempre de passado; tem gente também que se alegra e tem a esperança de um futuro melhor.
O livre-arbítrio é isso! O destino chega, bate à nossa porta e aí escolhemos como vamos vivenciar o novo... Tem gente que acha que não é escolha e sim tragédia... Bem, pode ser, tudo depende dos olhos de quem vê e do coração de quem sente... Mas ficar na dor por tempo indeterminado e em alguns casos, pra sempre, é escolha sim, de alguma forma, nem que seja uma escolha inconsciente... Escapismo, fuga da realidade... Aí devem entrara os remédios, a bebida e a droga...
Cada um vive e experiencia sua dor, sua perda de um jeito, dependendo de seu temperamento e de sua disposição para lutar.
Claro que há momentos de maior fraqueza e precisamos de ajuda pra nos levantarmos... Mas devemos ser humildes e aceitar a ajuda que vem, a mão que se disponibiliza a nos ajudar... Tem gente que tem tanto orgulho, que nem isso valoriza ou aceita.... E acha que deve fazer tudo sozinho, mesmo quando não tem mais forças...
Tem muita dor no mundo, há muitas perdas, mas estamos aqui com o único propósito de evoluir, aprendendo a amar, a ser amado - sim, tem gente que não lida bem com o fato de ser amado - e a desapegar...
O desapego é uma das lições mais duras da vida, na minha opinião... Saber lidar com a eterna impermanência das coisas deste mundo é mais que conhecimento, é sabedoria; e onde há vida há dinamismo, há movimento... Águas paradas e corpos inertes apodrecem... A estagnação traz a frustração... Então, vamos ser corajosos e aceitar as mudanças que a vida traz, pois isso é vida! Isso é alegria! Isso é renovação!
sexta-feira, 9 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
A Imperatriz representa a inteligência e a inteligência no poder,o instinto natural,tão fecundo quanto fértil,a arte de viver
naturalmente,de saber impor sua força e sua lei sendo ao mesmo tempo receptiva ás forças e as leis da natureza.Ela representa a produtividade material,a natureza geradora de uma vida em constante atividade,a imperatriz revela a emoção pura associada a intuição,governa pelo amor e por ele é governado,o poder dela é o poder dos sentimentos,é capaz de explorar as riquezas do coração tão bem como as do espirito.Simboliza a maternidade a sabedoria que nem sempre se apóia na racionalidade,o arquétipo mãe,não simplesmente a mãe biológica,mas seu sentido estende-se ao significado universal da grande mãe.È também uma experiência interior da grande mãe,ou seja: a descoberta do corpo como algo precioso e valioso e que requer muita atenção.È a apreciação em todos os sentidos dos prazeres simples da vida cotidiana,ela é a fêmea,a consciência de sermos parte da natureza e de suas transformações.
naturalmente,de saber impor sua força e sua lei sendo ao mesmo tempo receptiva ás forças e as leis da natureza.Ela representa a produtividade material,a natureza geradora de uma vida em constante atividade,a imperatriz revela a emoção pura associada a intuição,governa pelo amor e por ele é governado,o poder dela é o poder dos sentimentos,é capaz de explorar as riquezas do coração tão bem como as do espirito.Simboliza a maternidade a sabedoria que nem sempre se apóia na racionalidade,o arquétipo mãe,não simplesmente a mãe biológica,mas seu sentido estende-se ao significado universal da grande mãe.È também uma experiência interior da grande mãe,ou seja: a descoberta do corpo como algo precioso e valioso e que requer muita atenção.È a apreciação em todos os sentidos dos prazeres simples da vida cotidiana,ela é a fêmea,a consciência de sermos parte da natureza e de suas transformações.
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